
O diretor de Operações da Corsan, Eduardo Carvalho, participou do programa Tribuna Popular da Rádio Província FM, deste sábado (27), onde conversou com o jornalista Jalmo Fornari sobre o estudo que denunciou a presença de agrotóxicos na água de uma em cada quatro cidades brasileiras. Na Região Celeiro, houve apontamentos em Miraguaí e Três Passos.
Eduardo Carvalho iniciou a entrevista comentando que para base de comparação foram encontrados mais de 500 municípios em São Paulo que apresentaram esses resultados e no Rio Grande do Sul foram apenas 14, sendo que nem todos são atendidos pela Corsan. Comentou também que é necessária uma análise criteriosa destes números e informações, pois há muitos elementos que precisam ser levados em conta.
Segundo ele, a regulamentação da qualidade da água prevê análise semestralmente, onde são avaliadas mais de mil cidades. – A Corsan tem laboratório de última geração e faz análises em água bruta e da água tratada – revelou nosso entrevistado.
O diretor de Operações explica que a análise é feita na água bruta e quando encontrada alguma anormalidade é realizado também na água tratada. – Na água tratada, nenhum resultado negativo foi detectado pelos nossos laboratórios – reiterou Eduardo Carvalho, acrescentando que na água bruta muito raramente são encontradas pequenas porções de substâncias.
Recentemente, segundo o dirigente da Corsan, foram aumentados os parâmetros de buscas em amostras, sendo os 27 que apareceram na pesquisa e mais 46 que são direcionados para a produção agrícola característica do Rio Grande do Sul.
– Poucas vezes é detectada alguma substância na água bruta e sempre em valores muito abaixo do permitido pela legislação e que nunca foram encontradas essas substâncias na água tratada pela Corsan – destacou Eduardo Carvalho. Ele frisou que os consumidores podem se tranquilizar nesse sentido. – Até o momento não há presença de nenhum composto nas águas tratadas e ofertadas pela Corsan no Rio Grande do Sul – ressaltou o diretor de Operações.
Conforme nosso entrevistado, quando identificada alguma substância, além do já tradicional tratamento feito com cloro e flúor, também é acrescido o tratamento com carvão ativado para fazer a absorção química desses vestígios.
Sobre as orientações para a comunidade regional, Eduardo Carvalho disse que em relação à segurança da água, as pessoas podem ter a certeza que os procedimentos realizados pela Corsan estão dentro das normas internacionais com os métodos mais rigorosos possíveis. – No segundo ponto, como técnico que trabalha há mais de 30 anos nesta área, me remete o pensamento sobre a origem, se esses produtos que estão sendo usados na agricultura são regulados? Se há acompanhamento técnico? Eu coloco também isso, me despindo um pouco de ser da Corsan, mas como técnico e cidadão – finalizou o diretor de Operações da Companhia Rio-grandense de Saneamento.