
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13) pela empresa Quaest revelou um cenário equilibrado em uma eventual disputa de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL.
No levantamento mais recente, Lula aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 41%. A diferença está dentro da margem de erro da pesquisa, configurando empate técnico.
Na sondagem anterior, realizada em abril, o senador aparecia na liderança. Já em março, ambos registravam 41%. Em dezembro do ano passado, Lula possuía vantagem de dez pontos, diferença que foi diminuindo gradualmente nos meses seguintes.
Além desse cenário, a Quaest também simulou disputas entre Lula e outros nomes cotados para a eleição presidencial, entre eles Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos.
No confronto com Zema, Lula alcança 44% contra 37% do governador mineiro. Já diante de Caiado, o petista aparece com 44%, enquanto o adversário registra 35%. Contra Renan Santos, a diferença é maior: 45% a 28%.
Entre os eleitores considerados independentes — aqueles que não se identificam politicamente com direita, esquerda, lulismo ou bolsonarismo — o cenário também é dividido. Segundo a pesquisa, 35% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois candidatos em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio. Outros 31% disseram preferir o senador, enquanto 29% apoiariam a reeleição do atual presidente.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03598/2026.
A pesquisa também avaliou a percepção sobre o governo federal. O índice de desaprovação da gestão Lula caiu de 52% para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%. Já a avaliação negativa do governo recuou de 42% para 39%, enquanto a positiva avançou de 31% para 34%.
Outro tema analisado foi o programa Desenrola 2.0, lançado recentemente pelo governo federal para renegociação de dívidas. Metade dos entrevistados considerou a iniciativa positiva para auxiliar famílias endividadas, e 48% acreditam que o programa poderá ajudar significativamente quem enfrenta dificuldades financeiras.
Sobre a permanência de Lula no poder após o atual mandato, 55% disseram que o presidente não deveria continuar no cargo em um novo período, enquanto 41% defendem a continuidade da gestão.
No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 33%. Os demais candidatos ficaram abaixo dos 5%, incluindo Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ambos com 4%.
A pesquisa apontou ainda que 63% dos entrevistados afirmam já ter uma decisão definitiva sobre o voto, enquanto 37% admitem a possibilidade de mudar de escolha até a eleição.
Quando questionados sobre o futuro político do país, 53% afirmaram acreditar que o Brasil segue na direção errada, enquanto 38% consideram que o país está no caminho correto.
Em relação aos temores políticos, 44% disseram ter mais receio de um retorno da família Bolsonaro ao poder. Já 42% afirmaram considerar pior a possibilidade de reeleição de Lula. Outros 7% responderam que têm preocupação com ambos os cenários.
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