
O governo do Rio Grande do Sul lançou, nesta quinta-feira (25), o programa SUS Gaúcho, que irá injetar R$ 1 bilhão adicional na saúde até o fim de 2026. A iniciativa mira diretamente nas filas por consultas e cirurgias, transporte de pacientes entre municípios e no fortalecimento dos atendimentos de urgência, com ênfase especial aos hospitais locais e de pequeno porte.
Segundo o governador Eduardo Leite, a medida é fruto de um esforço de reorganização financeira que quitou dívidas herdadas e abriu caminho para novas ações. "Estamos dando um passo histórico. O SUS Gaúcho nasce para garantir acesso digno e rápido à saúde para todos os gaúchos", declarou.
Em 2025, já estão previstos R$ 267,7 milhões, com foco em reduzir em até 70% as filas mais críticas. Em 2026, o aporte será de mais R$ 758 milhões, ampliando os investimentos em cirurgias, consultas e atenção materno-infantil.
A secretária da Saúde, Arita Bergmann, destacou que os recursos serão aplicados conforme decisões consensuais de um comitê consultivo criado para definir prioridades. "A regionalização e a capacidade dos prestadores serão critérios centrais", disse.
O programa também reforça o Programa Assistir, serviços de saúde mental, reabilitação física e transporte de pacientes. Hospitais com até 50 leitos receberão repasses específicos, com R$ 5,57 milhões em 2025 e R$ 22,3 milhões em 2026.
Para o vice-governador Gabriel Souza, a medida encerra o debate sobre o cumprimento do mínimo constitucional de investimento em saúde. “É um divisor de águas para a saúde pública no RS”, afirmou.