
Graciele Ugulini, condenada pela morte do enteado Bernardo Boldrini, teve a progressão para o regime semiaberto autorizada pelo 1º Juizado da 2ª Vara de Execuções Criminais da Comarca de Porto Alegre. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (7).
Cumprindo pena de 34 anos e 7 meses por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver, Graciele agora poderá trabalhar fora do presídio durante o dia e retornar à noite. A defesa optou por não se manifestar sobre a decisão.
Por outro lado, a Justiça negou o pedido de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Foi determinado que a Superintendência dos Serviços Penitenciários providencie, em até cinco dias, a transferência de Graciele para uma unidade prisional adequada ao novo regime. Ela está presa desde abril de 2014.
Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos, no Noroeste do RS. Seu corpo foi encontrado 10 dias depois, em Frederico Westphalen, enterrado às margens de um rio. O atestado de óbito indicou morte violenta.
A investigação apontou que o pai, Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e a amiga Edelvânia Wirganovicz foram responsáveis pela morte do menino. Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, também foi envolvido por ajudar a ocultar o corpo.
Em 2019, após um júri popular em Três Passos que durou cinco dias, os quatro foram condenados:
O caso teve grande comoção e segue marcando a história policial do Rio Grande do Sul, especialmente agora, com a decisão que concede mais liberdade à principal executora do crime.