
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou, nesta quinta-feira (15), que, após testes, não foi possível extrair as 10 doses previstas em cada ampola de CoronaVac em alguns lotes que chegaram ao estado. A SES e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosens-RS) questionam o Instituto Butantan e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o envio de lotes com vacinas contra a Covid-19 com doses a menos.
A diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Cynthia Molina Bastos, fez um teste com um frasco de multidose da vacina com dois tamanhos de agulha. Com a agulha menor, de 1 ml (para aplicação de insulina, por exemplo) foi possível extrair 10 doses de vacina de um frasco, mas com dificuldade e nenhuma margem de sobra.
Com a agulha maior, de 3 ml, indicada pelo Ministério da Saúde para a aplicação da vacina contra a Covid-19, foi possível extrair apenas nove doses. Segundo a SES, o teste foi realizado por uma vacinadora com muita experiência e dentro de um ambiente controlado.
Para Cynthia, nos momentos de vacinação em postos de saúde e drive-thrus, a dificuldade aumenta devido à pressão e agilidade que o momento exige, por isso um mesmo frasco pode render ainda menos aplicações, como vem acontecendo nas últimas semanas.
O presidente do Cosems-RS, Maicon Lemos, afirma que os problemas podem ter origem tanto no envase das doses quanto nas seringas utilizadas para aplicação das vacinas.
"O Ministério da Saúde foi notificado e, por meio da Anvisa, deverá dar um retorno sobre a situação nos próximos dias", explica.
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