
Na última terça-feira (19), a Justiça acatou o pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) em Três Passos e condenou Leandro Boldrini e Graciele Ugulini pelos crimes de tortura, abandono material e submissão a vexame e constrangimento cometidos contra Bernardo Boldrini. Os réus receberam penas de 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa.
O promotor de Justiça Bruno Bonamente destacou que os réus submeteram a vítima a intenso sofrimento mental, com o objetivo de desestabilizá-la emocionalmente, eliminando suas referências de uma vida saudável. O menino foi impedido de conviver com sua irmã, ameaçado e proibido de falar sobre sua mãe.
O promotor também enfatizou que, entre 2010 e a data da morte de Bernardo em 2014, os réus deixaram de prover sua subsistência, privando-o de recursos necessários, como alimentação e cuidados médicos. Mesmo tendo condições financeiras, negligenciaram a saúde e bem-estar da vítima.
Esta sentença é um desdobramento do caso que envolveu a morte de Bernardo Boldrini em 2014, e os réus também enfrentam acusações relacionadas a esse homicídio.