
O fogo que simboliza o orgulho de ser gaúcho chegou ao Praça do Imigrante na manhã de domingo (16). Um grupo de cavalarianos trouxe a chama crioula até o local onde acontece o 9º Acampamento Farroupilha. Antes de chegar à Tenente Portela, a chama seguiu um roteiro.
O acendimento ocorreu em Iraí no dia 10 de agosto, marcando oficialmente o início dos festejos farroupilhas. O ritual se repete todos os anos, desde 1947. No dia 11 do mesmo mês, a chama foi distribuída para cavalarianos das 30 regiões tradicionalistas do estado. A distribuição do fogo simbólico aos municípios integrantes da 20ª RT ocorreu entre os dias 7 e 8 de setembro.
Em Tenente Portela a chama crioula ficou aos cuidados do CTG Sentinela da Fronteira e ontem foi comtemplada pelos gaúchos de diversas querências na abertura do acampamento. No próximo ano, o ritual de acendimento a nível de Estado acontece em Tenente Portela, sendo promovida pelo CTG Guardiões da Fronteira.
Um pouco da história
Um grupo de jovens estudantes do Colégio Júlio de Castilhos, liderados pelo jovem João Carlos D’Avila Paixão Cortes criaram um departamento de tradições gaúchas, que tinha a finalidade de preservar as tradições e o campeirismo do estado, mas também desenvolver e proporcionar uma revitalização da cultura rio-grandense, interligando-se e valorizando-a no contexto da cultura brasileira. Dentro deste espírito é que surge a criação da Ronda Crioula, que foi do dia 7, com a extinção da pira da pátria, até o dia 20 de setembro, as datas mais significativas para os gaúchos.
Paixão solicitou a Liga de Defesa Nacional para fazer a retirada de uma centelha do "Fogo Simbólico da Pátria" para transformá-la em "Chama Crioula", como símbolo da união indissolúvel do Rio Grande à Pátria Mãe, e do desejo de que a mesma aquecesse o coração de todos os gaúchos e brasileiros, até o dia 20 de setembro, data magna estadual. Nessa oportunidade, Paixão recebeu o convite para montar uma guarda de honra ao general farrapo, David Canabarro, que seria transladado de Santana do Livramento para Porto Alegre. Então, Paixão reuniu um piquete de oito gaúchos bem pilchados e, no dia 5 de setembro de 1947, prestaram a homenagem a Canabarro.







