
No Brasil, a proporção de jovens de 15 a 29 anos de idade que não estudavam nem trabalhavam diminuiu em 2019, passando de 23%, no ano anterior, para 22,1% em decorrência do aumento no nível de ocupação dos jovens. Os dados estão na Síntese de Indicadores Sociais, divulgada na quinta-feira (12/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, apesar da melhora, os resultados de 2019 ainda mantiveram o Brasil com proporção de jovens sem estudar e sem ocupação bem acima da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) identificada para o ano anterior.
Entre os jovens que nunca frequentaram a escola, 82,3% estavam sem trabalho em 2019. — Quanto mais cedo os jovens abandonam os estudos, maiores as chances de estarem sem ocupação — afirmou a analista do IBGE, Luanda Botelho.
De acordo com a pesquisa. entre as razões apresentadas pelos jovens para terem parado de estudar, ou nunca terem estudado, ‘precisava trabalhar’ foi a resposta mais recorrente, mas com maior incidência para os homens (43,1%) do que para as mulheres (26%).
— Cumpre destacar ainda que 42,8% dos jovens que não estudavam e não estavam ocupados em 2019, estavam no quinto da população com os menores rendimentos domiciliares per capita e apenas 4,7% no quinto com os maiores rendimentos — diz o IBGE.
Em 2019, a taxa de frequência escolar bruta das crianças de zero a três anos atingiu 35,6% e, na faixa entre quatro e cinco anos, chegou a 92,9%. Esse percentual, porém, ainda está abaixo das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê 50% para as crianças até três anos e universalização para as crianças de quatro e cinco anos até 2024.
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