
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, mencionou que o preço do arroz subiu no mundo todo, e não só no Brasil, em razão da crise de fornecimento provocada em alguns países por causa da pandemia de coronavírus (Covid-19). — Encareceu aqui, no México, e em outros países — disse a ministra, em entrevista à revista Época.
Tereza Cristina garantiu, ainda, que o preço do cereal já está caindo nas gôndolas dos supermercados, após altas expressivas em função da queda dos estoques internos e das exportações em alta. — O pacote de arroz de cinco quilos já está custando R$ 22,00 R$ 23,00 R$ 24,00 e não mais R$ 40,00, mas este preço era oportunismo — afirmou a ministra.
A chefe do MAPA voltou a dizer, também, que a próxima safra, que começa depois de 15 de janeiro de 2021 no sul do país (nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul), será muito boa. — Não teremos problema de abastecimento, nem de preços — garantiu Tereza Cristina.
Mesmo sem risco de desabastecimento este ano, a ministra disse que o país não poderia correr riscos e preferiu derrubar, até dezembro, a tarifa de importação de arroz de fora do Mercosul. — Fizemos isso para ter uma reserva técnica, para que não houvesse a menor possibilidade de faltar arroz — frisou a titular do MAPA, reconhecendo que este ano o Brasil ‘levou um susto’ por causa da disparada de preços do produto.
— Houve aumento de consumo, aliado à menor produção, decorrente de anos de prejuízos dos produtores — ressaltou a ministra. — As pessoas ficaram em casa, consumiram mais arroz. O auxílio emergencial fez com que as pessoas pudessem comer melhor e investir mais em alimento — disse Tereza Cristina, acrescentando que houve uma série de coisas que levaram o preço do arroz a ficar mais alto.
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