
Nesta segunda-feira (27), na Expointer, a Emater-Ascar promoveu o tradicional Café da Manhã para a Imprensa e apresentou as estimativas iniciais de área e produção dos principais grãos de verão para a safra 2018/19 no Rio Grande do Sul. O evento também reuniu diversas autoridades estaduais.
As primeiras estimativas são baseadas na tendência apresentada pelas produtividades médias dos municípios, registradas ao longo dos últimos dez anos. O levantamento exibido hoje foi efetuado pelo Núcleo de Informações e Análises da Gerência de Planejamento da Emater-Ascar. A coleta dos resultados de cada município ocorreu entre os dias 10 e 24 de agosto. Já os dados da safra 2017/18 são provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As previsões preliminares indicam que o volume de produção para a safra 2018/19 poderá superar a média dos cinco anos mais recentes em cerca de 1,6 milhão de toneladas, ou seja, o Rio Grande do Sul deverá colher um total de 31,5 milhões de toneladas de grãos.
De acordo com o presidente da Emater, Iberê de Mesquita Orsi, o destaque da próxima safra de verão será o milho, por ser uma cultura importante para diversas cadeias produtivas. – Não existe cultura no Brasil que tenha acontecido isso, um aumento de 5,45% na produtividade, principalmente pela utilização de tecnologias – frisou o presidente da Emater.
Segundo a pesquisa, 93% da área cultivada com milho em grão no estado estão distribuídos em 419 municípios. O primeiro levantamento aponta para uma produtividade média de 6,8 mil quilos por hectare. As lavouras de milho deverão ocupar um total de 738 mil hectares, o que representa uma elevação de 5,53% em relação à safra 2017/18.
Em relação ao milho utilizado para silagem, a Emater-Ascar prevê que os produtores do Rio Grande do Sul destinarão 354 mil hectares para a cultura e a produção deverá alcançar aproximadamente 13 milhões de toneladas na safra 2018/19. A produtividade média por hectare ficará em 37,3 toneladas.
Principal cultura do estado, a soja registrará aumento de produção na safra seguinte. Com uma média inicial de 3,1 mil quilos por hectare, os agricultores gaúchos deverão colher 18,4 milhões de toneladas. A área semeada chegará a 5,8 milhões de hectares. – Esse crescimento tem reflexo extraordinário nas cadeias produtivas e na economia do Rio Grande do Sul – ressaltou Iberê de Mesquita Orsi.
A produtividade média inicial do arroz será de 7,5 mil quilos por hectare. Isso significa uma queda de menos 3,37% na comparação com o resultado obtido no ano passado. A área reservada para o arroz também sofrerá diminuição (-1,69%). De acordo com o levantamento da Emater-Ascar, haverá uma redução de 5% na colheita em relação à safra 2017/18, quando foram contabilizadas 8,3 milhões de toneladas.
O volume de lavouras destinadas ao feijão (primeira safra) terá um incremento de 4,16%, subindo de 39,7 para 41,4 mil hectares. No entanto, as estimativas revelam que a produção registrará uma queda de 6,23% na comparação com o ano anterior, quando foram ceifadas 63,3 mil toneladas. Para a próxima safra, a produtividade média do feijão vai girar em torno de 1,4 mil quilos por hectare.