
Nilson Luiz Costa, doutor em agronegócio e pró-reitor da UFSM Campus de Palmeira das Missões, foi entrevistado pelo jornalista Jalmo Fornari a respeito do preço da soja, que neste ciclo está alcançando preços recorde. Na última sexta-feira, em nossa região o produtor receber R$ 109,00 por saca
O especialista disse que de fato está acontecendo uma movimentação positiva no mercado da soja, sendo que para exemplificar isso ele citou o preço praticado em Rio Grande, na última sexta-feira, a soja foi negociada a R$ 127,00.
Ele explicou que a base do preço da soja vem da Bolsa de Chicago, e para se entender esses valores é preciso entender esse mecanismo. O professor explica que o preço de Chicago é a base para o preço brasileiro, mas aqui acrescenta-se o preço do prêmio, que atualmente está na casa de 1 dólar e 60 centavos por buschel. Costa ainda disse que neste momento o mercado de Chicago até opera em baixa, mas quando esse valor chega no Brasil, junta-se com os prêmios e é convertido para o real o valor chega a esses patamares históricos.
O dólar é segundo Nilson Luiz Costa um dos principais motivos para essa alta histórica, uma vez que ele está sendo negociado em alguns dias em valores próximos dos R$ 6 reais.
Além disso ainda existe o fator da demanda de soja que está aquecida, principalmente em relação ao mercado chinês, que além do grão tem procurado uma alta demanda de farelos e óleo. Esses fatores contribuem para os preços elevados e para a previsão de que siga em alta nos próximos dias.
O doutor disse que é difícil dar recomendações ao produtor, mas alertou que não há dúvidas que esse é um bom momento para negociar. No entanto, não tem como prever se a Soja vai cair ou subir, nos próximos dias em virtude da volatilidade do mercado, que pode mudar bem rápido.
Outro fator que influência nas decisões dos produtores é a sua necessidade particular e a sua disposição para correr risco. Para quem não quer correr risco, não há dúvidas que esse é um bom momento para vender, no entanto para aqueles que aceitam risco e que tem consciência que esse risco pode significar perda tanto quanto ganho, é possível esperar mais e ver o que acontece no mercado nos próximos dias.
Ouça a entrevista: