
Desde a 19h desta segunda-feira (13), funcionários de uma uma terceirizada que presta serviço ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Estado entrou em greve geral. O motivo da paralisação seria a falta de pagamento dos salários. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou a greve e informou que outros servidores foram remanejados para manter o atendimento.
Na noite de hoje estivemos conversando com o coordenador do Samu de Tenente Portela, Humberto Salamoni, comentou que o serviço está indisponível na região devido a paralisação dos trabalhadores da terceirizada que exercem as funções de telefonistas e rádio-operadores, que são os profissionais responsáveis por distribuir os encaminhamentos aos municípios.
Devido a este fator a população, segundo Humberto, deve procurar em casos de urgência e emergência a Brigada Militar ou Polícia Civil através dos telefones, que os agentes verificarão a gravidade e irão encaminhar o chamado junto ao Samu. Para repasses de informações o cidadão pode contatar a Brigada Militar de Tenente Portela pelo 996832123 ou 3551-1344 e ainda ligar no 190.
A SES afirma que o pagamento com a empresa está correto, mas os valores não são repassados aos trabalhadores. A secretaria acrescentou que está tomando todas as providências para garantir o atendimento sem prejuízo à população. O G1 tentou entrar em contato com a empresa terceirizada, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
O Samu Estadual só não atende chamados de Porto Alegre, Caxias do Sul, Bagé e Pelotas, que possuem regulação municipal. Todas as demais cidades gaúchas dependem de atendimento na central da Capital, que realiza a triagem e encaminha as equipes.
O que dizem os funcionários
Conforme as informações dadas por uma funcionária, que não quis se identificar ao G1, o último salário pago foi o de maio, recebido em 11 de julho. "Estamos com dois meses e meio de salários atrasados: junho, julho e agora agosto. Estamos sem vale-alimentação, sem vale-transporte, estamos pagando para trabalhar. Não tinha mais o que fazer", relata a funcionária.
Em outro relato, uma médica reguladora do Samu, que pediu para não ser identificada, mencionou a reportagem que os médicos da central do plantão não estavam recebendo as ligações porque não tinha ninguém para atender nas mesas telefônicas.