
O Índice de Desenvolvimentos Estadual, o iRS, que mede a qualidade de vida nos estados brasileiros, foi divulgado nesta terça-feira (7). O Rio Grande do Sul caiu uma posição e agora ocupa o quinto lugar.O estudo leva em conta o padrão de vida, a educação e a longevidade e segurança. No estado gaúcho, a pesquisa é uma parceria entre o jornal Zero Hora e a Pontifícia Universidade Católica (PUCRS).
Ranking 2016
Distrito Federal (0,741)
São Paulo (0,735)
Santa Catarina (0,697)
Paraná (0,637)
Rio Grande do Sul (0,630)
"É uma má notícia que o índice traz. Nada que o gaúcho já não tivesse essa percepção no dia a dia, mas o iRS registra isso agora. O Paraná vem numa trajetória ascendente. O estado caiu uma posição em 2016, mas nós caímos mais. De fato é um resultado ruim que nos leva a pensar quais são as causas desse encolhimento", explica um dos responsáveis pela pesquisa, o professor da PUCRS Ely José de Mattos.
Em educação, o estado caiu de 9º, em 2014, para 11º lugar, em 2016. "Esse é um dos motivos da queda do índice. O Rio Grande do Sul está em 11º em educação. Não é um resultado nada confortável para um estado que já se orgulhou muito da educação que oferecia para as crianças. Hoje a gente está numa posição bem mais difícil."
No índice que mede a longevidade e a segurança, o RS também perdeu posição. Passou do 3º lugar, em 2014, para 5º lugar, em 2016. No quesito padrão de vida, apesar de ter reduzido o índice, se manteve na 5ª posição.
"Santa Catarina está na nossa frente há algum tempo. Hoje o governo de SC consegue fazer política pública com mais assertividade. Eles conseguem se comportar de uma maneira muito mais efetiva do que nós. A gente tem que eventualmente olhar para Santa Catarina e tentar entender as coisas boas que eles fizeram por lá e tentar copiar, no bom sentido", diz Ely José de Mattos