
O Ministério Público Federal (MPF), no começo do mês, solicitou que cerca de 300 municípios brasileiros adotem as medidas necessárias para assegurar a imunização de crianças contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. O alerta foi emitido após levantamento do ministério da Saúde, que revelou queda nos índices vacinais na maior parte das cidades do país. A baixa cobertura (menos de 50% quando a meta é 95%) nos 312 municípios citados pelo MPF impõe riscos de reintrodução de doenças já erradicadas no Brasil, como a poliomielite e sarampo.
No ofício encaminhado as prefeituras, pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, solicita que sejam ampliados os horários de funcionamento das salas de vacina, com o objetivo de ofertar atendimento para pais ou responsáveis das crianças fora do expediente comercial. O órgão do MPF também requer observação quanto ao Calendário Nacional de Vacinação.
Conforme determinação do Ministério Público Federal, os municípios citados ainda deverão efetuar a implantação do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), bem como, o treinamento adequado dos servidores responsáveis pela utilização deste recurso. O intuito é que os dados sejam remetidos ao ministério da Saúde nominalmente identificados.
Entre as 312 prefeituras brasileiras oficiadas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, 17 são no Rio Grande do Sul. Dois municípios citados pertencem a Região Celeiro: Inhacorá e Vista Gaúcha.
Confira abaixo a cobertura vacinal nos 17 municípios gaúchos que receberam alerta do órgão do MPF:
Herval (7,04%);
Tupanciretã (33,33%);
Bento Gonçalves (33,52%);
Inhacorá (34,29%);
Monte Belo do Sul (35,29%);
Pelotas (35,65%);
Pontão (37,14%);
Osório (37,94%);
Santana da Boa Vista (38,24%);
Tupanci do Sul (38,89%);
Santo Expedito do Sul (39,29%);
Chuvisco (41,79%);
Venâncio Aires (41,91%);
Chuí (43,10%);
Ubiretama (44,44%);
Taquara (47,30%);
Vista Gaúcha (48%);