
Dos 21 municípios da Região Celeiro existe apenas um Deputado Federal: Jerônimo Georgen, PP. Darci Pompeo de Mattos que é nascido em Santo Augusto, terra do Georgen, tem domicílio eleitoral em Ijuí.
O anuncio de desistência de concorrer nas próximas eleições, feita recentemente por Jerônimo, deixará a região, que tem 21 mil habitantes, absolutamente sem nenhum representante nato na próxima legislatura. É difícil pensar que algum outro nome possa surgir nesses próximos meses e com domicílio aqui, possa herdar a vaga do Progressista. Ernani Polo, que era uma opção, deve buscar uma nova vaga para Assembleia Legislativa.
De um modo geral a região não consegue eleger nenhum deputado estadual, quanto mais um deputado federal. Jerônimo precisa catar votos pelo estado para ultrapassar a marca dos 89 mil votos. Nos 21 municípios recebeu 15 mil, o que é uma senhora votação se analisarmos o número de candidatos que recebem votos por aqui. Esse é o grande problema. A Região Celeiro não é bairrista e por isso divide de maneira muito considerável os seus votos.
Muitos dos políticos que recebem votos aqui nem conhecem a região ou tem partido com presença por aqui. Marcel Van Haten por exemplo, fez votos em praticamente todos os municípios da Região Celeiro e nunca esteve na região nem o Partido Novo existe nesse canto dos pagos.
Nos apegamos ainda em nomes que não são daqui, mas mantém uma forte ligação com a região, como é caso do Osmar Terra, MDB, Covatti Filho, PP, Bohn Gass e Marcon do PT, Lucas Redecker do PSDB e agora Marcelo Brun do PSL. Esses abraçados em líderes locais ainda mantém um olhar, mesmo que de canto de olho, para os 21 municípios da Região Celeiro, afinal dai daqui, votos que podem fazer a diferença no rateio final do próximo pleito.
Na eleição passada a região perdeu o deputado que mais enviou emendas para os 21 município. Perondi, MDB, não conseguiu se eleger, até assumiu alguns meses no lugar de Osmar Terra, mas hoje está sem mandato e tem poucas chances de voltar. Na próxima vai perder Jerônimo Georgen, que é o único com domicílio eleitoral aqui.
Em meio a isso tudo fica a dúvida: qual será a nossa representatividade no futuro?