
Uma denúncia encaminhada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul trouxe à tona a suspeita de um esquema envolvendo falsificação de documentos para obtenção de doses elevadas de morfina em uma Unidade de Pronto Atendimento, no município de Cruz Alta.
O caso foi levado à Polícia Civil depois que a coordenação da unidade passou a desconfiar da autenticidade dos laudos apresentados por uma paciente, que vinha recebendo aplicações frequentes do medicamento.
Conforme o registro policial, a irregularidade foi percebida durante uma visita do presidente do sindicato ao local. A paciente apresentava prescrições indicando a administração de 20 miligramas de morfina a cada duas horas.
Irregularidade confirmada e apuração em andamento
A suspeita ganhou força após contato com o consultório do médico cujo nome constava nos documentos. O profissional, vinculado a um hospital de Lajeado, confirmou que tanto a assinatura quanto o carimbo utilizados eram falsos.
Também foi identificado que a paciente possui decisão judicial que garante o fornecimento mensal de grande quantidade do medicamento pelo Estado. Agora, a investigação busca esclarecer a possível existência de outros documentos adulterados, inclusive em nome de uma médica da cidade.
Preocupação com segurança e medidas adotadas
Diante da confirmação de indícios de falsificação, a equipe da unidade informou não ter condições de manter a administração da medicação sem uma nova avaliação legítima. Profissionais também relataram preocupação com a segurança, temendo possíveis reações diante da suspensão das aplicações.
O caso foi encaminhado às autoridades competentes para as providências legais. O sindicato afirma que segue acompanhando a situação, fornecendo documentos e reforçando a importância de preservar a segurança dos profissionais e a integridade dos atendimentos na rede pública de saúde.
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