A cobrança da tarifa de esgoto nas contas de água tem gerado preocupação e críticas entre moradores de Braga. Em algumas residências e estabelecimentos comerciais, o valor cobrado pelo serviço chega a 70% sobre o consumo de água, o que tem provocado um aumento significativo nas faturas mensais.
Na prática, isso significa que a cada R$ 100 gastos com água, são acrescidos mais R$ 70 referentes ao esgotamento sanitário, além da taxa básica mensal. Com a implantação da rede de esgoto em determinadas ruas, todas as unidades consumidoras — sejam residenciais ou comerciais — passam a ser obrigadas a realizar a ligação ao sistema. Caso contrário, os proprietários podem sofrer penalidades, incluindo a aplicação de multas.
Com a obrigatoriedade da ligação, os consumidores passam a arcar com três cobranças distintas: o valor referente ao consumo de água, a tarifa de esgoto e a taxa básica do serviço. O resultado tem sido um impacto direto no orçamento de muitas famílias.
Moradores relatam que contas que antes giravam em torno de R$ 230 mensais agora ultrapassam os R$ 400, praticamente dobrando o valor pago pelo serviço. Para muitos, o aumento tem sido difícil de absorver, especialmente em um cenário de custos elevados com outras despesas básicas.
Especialistas reconhecem que a ampliação do sistema de esgotamento sanitário é fundamental para melhorar a qualidade de vida da população e reduzir riscos à saúde pública. No entanto, moradores questionam a forma como a cobrança vem sendo aplicada e defendem que o impacto financeiro sobre as famílias seja considerado, sobretudo em municípios de menor porte, onde a renda média da população costuma ser mais limitada.
Diante das reclamações, cresce a expectativa de que autoridades e empresa responsável pelo serviço (AEGEA-CORSAN) esclareçam os critérios de cobrança e busquem alternativas que amenizem o peso das tarifas no bolso dos consumidores.
