
Em um ano, 64 casos de febre amarela foram notificados pela secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul. Deste total, seis continuam em investigação e três foram confirmados. Além disso, mais de quatro milhões de gaúchos ainda continuam desprotegidos contra a doença. A cobertura vacinal no estado não chega a 62%, sendo que o recomendado pelo ministério da Saúde é 95%.
Prevenir é o melhor remédio e a dose da vacina está disponível em todas as unidades de saúde do Rio Grande do Sul. Atualmente, são 497 municípios com recomendação de imunização. Para Tani Ranieri, enfermeira sanitarista e chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica da secretaria estadual da Saúde (SES), é muito importante que a população procure uma unidade de saúde e se proteja o quanto antes.
– A melhor medida de controle, no caso da febre amarela, é a vacinação. É uma vacina segura que desenvolve um importante nível de proteção. O medicamento tem uma excelente eficácia, então, a vacina é realmente efetiva. As pessoas que se imunizam estão realmente protegidas – frisou a enfermeira sanitarista.
Desde 2010, o Rio Grande do Sul não tem casos da doença que foram contraídos na região. Para continuar mantendo o estado sem a circulação do vírus, a SES está em constante monitoramento, inclusive de estados vizinhos. É o que explica o biólogo da secretaria estadual da Saúde, Marco Antônio de Almeida.
– O que nós estamos fazendo é acompanhar muito de perto a situação que está acontecendo no Sudeste do país e em outros estados, para que a gente esteja preparado no caso deste vírus começar a se aproximar, passando para os estados vizinhos do Rio Grande do Sul – salientou o biólogo.
Conforme a SES, a população gaúcha têm à disposição aproximadamente 1.800 salas de vacinação ativas no estado.