
De acordo com o Atlas Socioeconômico, da secretaria estadual de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), aproximadamente 88% do transporte de cargas e pessoas no Rio Grande do Sul é dependente do modal rodoviário. No comparativo com outros estados, esse montante cai para 65%.
Já as ferrovias gaúchas são responsáveis por 6% do transporte do estado. A participação desse modal no Brasil é de apenas 30%. Outros 3% da demanda logística do Rio Grande do Sul são supridos pelos principais portos públicos: Rio Grande, Pelotas, Porto Alegre e Estrela.
Para o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), as pautas para a melhoria do setor de infraestrutura devem ser o foco do Congresso Nacional após a reforma da Previdência Social. – A segunda crise já é vista pelo mercado financeiro como a crise da infraestrutura. Se a economia aquecer, começar a produzir, começar a vender, começar a consumir, nós vamos nos debater com o problema da falta de infraestrutura. Tem municípios, como Chiapetta, que é buraco para chegar até lá – lamentou o parlamentar.
O professor Luiz Afonso Senna, do departamento de Engenharia de Produção e Transporte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), alerta sobre a necessidade de transformar o sistema de transportes do país em multimodal. – Sem rodovias qualificadas, nós não temos a possibilidade de termos uma economia saudável. A gestão pública tem sido muito incompetente também nas hidrovias e nas ferrovias, que seriam as alternativas, eu diria mais do que alternativas, o complemento para o sistema que deve ser, obviamente, multimodal – afirma o professor.
Com o objetivo de transformar o Rio Grande do Sul no melhor estado para viver e trabalhar, um grupo de voluntários criou o projeto Agenda 2020. O estudo apresenta mais de 800 propostas para garantir o desenvolvimento do RS nos próximos anos.