
Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que cerca de 1,35 milhão de pessoas morrem todos os anos em decorrência de acidentes de trânsito. O Relatório da Situação Global de 2018 aponta que, atualmente, as lesões oriundas dos acidentes de trânsito são as principais causas da morte de crianças e jovens entre cinco e 29 anos.
Conforme a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, o uso de aparelho celular ao volante já é a terceira maior causa de fatalidades no trânsito do Brasil. Anualmente, no país, aproximadamente 37 mil pessoas perdem a vida em acidentes envolvendo veículos.
O uso do aparelho celular também é um risco para os pedestres. Aumentou significativamente os registros de casos de pessoas atropeladas porque estavam distraídas com o telefone no momento de atravessar uma rua ou cruzamento.
Avanços recentes no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estão garantindo mais segurança para motoristas, passageiros, pedestres e motociclistas. Porém, a meta fundamental é reduzir o número de acidentes de trânsito no país. Neste sentido, em 2018, entrou em vigor a lei que eleva a pena para quem cometer crimes ao dirigir, especialmente se a pessoa estiver sob efeito de álcool ou de outra substância entorpecente. A nova legislação prevê de cinco a oito anos de reclusão, além da suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotivo.
De acordo com o estudo da OMS, houve progressos na legislação que, de forma geral, foi aperfeiçoada, visando à redução de riscos, o excesso de velocidade e vetos à ingestão de bebida alcoólica antes da direção. Também há menção à obrigatoriedade quanto ao uso do cinto de segurança e capacetes.
O levantamento da OMS aponta ainda que os pedestres e ciclistas são responsáveis por 26% de todas as mortes no trânsito mundial, enquanto os motociclistas e passageiros por 28%.