
O novo Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, lançado nesta terça-feira (27), durante evento de celebração dos 30 anos do Dia Mundial de Luta contra a Aids, em Brasília, revela que no período entre 2014 e 2017, houve redução no coeficiente de mortalidade no Rio Grande do Sul, que caiu de 10,6 óbitos por 100 mil habitantes, em 2014, para nove óbitos em 2017, o que representa uma queda de 15%.
Em relação aos casos, desde o ano de 2014, também se observa redução da taxa de detecção de Aids no Rio Grande do Sul. Eram 39,5 casos por cada 100 mil habitantes, em 2014, e, em 2017, era 29,4 casos para cada 100 mil habitantes, o que significa uma diminuição de 25,5%.
No total, 21 estados apresentam redução na taxa de mortalidade: Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal. Cinco estados apresentam aumento na taxa de mortalidade: Rondônia, Acre, Ceará, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul. Os estados do Piauí e Goiás mantiveram a mesma taxa de mortalidade entre 2014 e 2017.
Já com relação ao Brasil, o país chega aos 30 anos de luta contra o HIV e Aids com queda no número de casos e óbitos. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a redução, além da ampliação do acesso à testagem e diminuição do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.
Ao comentar os novos dados, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, destacou que, além de celebrar as conquistas na ampliação da assistência, é preciso refletir sobre a importância da prevenção. – O Brasil tem dado a sua contribuição no combate à doença, com a garantia de tratamento e oferta de testes para identificar o vírus, mas é preciso conscientização da população, principalmente dos jovens, sobre a necessidade da prevenção. Só com o uso de preservativos, vamos evitar e combater o HIV e a aids – ponderou o ministro.