
Segundo um relatório do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), em 2018 e 2019, o Brasil deve registrar 600 mil novos casos de câncer. Os dados mostram, ainda, que o câncer de pele não melanoma é o mais frequente, com 165 mil ocorrências por ano.
Com exceção do câncer de pele não melanoma, os tipos de tumores mais frequentes para os homens serão próstata, pulmão, intestino, estômago e cavidade oral. Nas mulheres, o câncer de mama é o mais incidente, seguido pelo câncer de colo de útero, pulmão e tireoide.
Gelcio Mendes, Oncologista e coordenador de Assistência do INCA, explica que o aumento de casos está relacionado ao envelhecimento da população. – A gente está observando um aumento no número de pessoas com mais de 60 anos de idade e uma queda na proporção de pessoas com menos de 20 anos. Então, a nossa população está crescendo e envelhecendo. Como o câncer é uma doença que chamamos de crônica degenerativa e que o número de casos vai aumentado à medida que as pessoas vão ficando mais idosas, esse é o principal fator – alertou o Oncologista.
O tratamento do câncer é um processo longo. Normalmente, são necessárias sessões de quimioterapia e radioterapia para destruir as células cancerígenas. Lidar com a doença exige muita força e determinação.
De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), deve surgir 18,1 milhões de novos casos pelo mundo até o fim de 2018. A projeção é de que este ano termine com 9,6 milhões de mortes em todo o mundo por consequência da doença.