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Trabalhadores autônomos foram mais prejudicados por pandemia em 2020

Categoria chegou a ganhar 24% abaixo do habitual no segundo trimestre

08/04/2021 15h30 Atualizada há 1 semana
Por: Radar Nacional Fonte: EBC
Levantamento é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Foto: Diones Roberto Becker)
Levantamento é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Foto: Diones Roberto Becker)

A crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) prejudicou mais os trabalhadores por conta própria, revela pesquisa divulgada na quinta-feira (08/04) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Segundo o levantamento, essa categoria teve a maior queda no rendimento em 2020.

O pior momento para os trabalhadores autônomos ocorreu no segundo trimestre de 2020, quando a categoria recebeu 24% a menos do que a renda habitual. No quarto trimestre do ano passado, o indicador recuperou-se levemente, mas continuou abaixo dos níveis anteriores à pandemia, com recuo de 10%.

Os trabalhadores privados e sem carteira assinada receberam 13% a menos do que a renda habitual no segundo trimestre e 4% a menos no último trimestre do ano passado. Os trabalhadores privados com carteira assinada não tiveram perda no segundo e no terceiro trimestres de 2020 e encerraram o último trimestre do ano passado ganhando 5% acima da renda habitual. No serviço público, os trabalhadores receberam 1% a mais que a renda habitual no segundo trimestre, 3% no terceiro trimestre e 5% a mais no último trimestre do ano passado.

Realizada com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), o estudo comparou a renda média efetiva com a renda média habitual. Enquanto a renda média efetiva caiu por causa do aumento do desemprego e da contratação com salários mais baixos, a renda média habitual subiu porque a perda de ocupações se concentrou nas áreas mais mal remuneradas.

Segundo o IPEA, a elevação da renda habitual para os trabalhadores privados com carteira assinada e o serviço público deve-se ao fato de que a eliminação de postos de trabalho atingiu principalmente os setores de construção, comércio e alojamento e alimentação, além de empregados sem carteira assinada e principalmente trabalhadores por conta própria. Dessa forma, quem permaneceu empregado foram os trabalhadores de renda relativamente mais alta, que puxam o rendimento médio habitual para cima.

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