
A 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta quarta-feira (17), revela que a malha pavimentada do Brasil continua com condições insatisfatórias, mesmo que tenha apresentado uma pequena melhora entre 2017 e 2018.
De acordo com o levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 57% dos trechos analisados possuem estado geral com classificação regular, ruim ou péssima. No ano passado, o percentual de estradas brasileiras com algum problema foi de 61,8%. Na atual edição, foram avaliados 107,1 mil quilômetros.
Duas rodovias estaduais e uma federal que cruzam pela Região Celeiro aparecem na mais recente pesquisa da CNT. A ERS 210 teve 31 quilômetros analisados e recebeu classificação ‘regular’ no quesito estado geral. Já os 131 quilômetros avaliados da RST 472, foram considerados ‘ruins’ no aspecto estado geral. Os 143 quilômetros da BR 468, incluídos no atual levantamento, ganharam conceito ‘bom’ no critério estado geral.
Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, o Brasil precisa viver um novo ciclo de crescimento. – Temos que redefinir prioridades e implementar medidas que garantam de fato a recuperação da economia, a retomada da oferta de empregos e a segurança em todos os sentidos. Para tanto, é imprescindível melhorar a qualidade de nossas rodovias, reduzindo assim, os acidentes, as mortes, o consumo de combustível e o desgaste dos veículos, entre outros desperdícios – reiterou o dirigente.
De acordo com a CNT, mais de 60% do transporte de cargas e mais de 90% dos deslocamentos de passageiros no país são feitos por rodovias. – Realizar fortes investimentos em infraestrutura de transporte é fundamental para oferecer segurança a motoristas, passageiros e pedestres, além de favorecer o desenvolvimento do setor e o crescimento econômico – afirma Clésio Andrade.

Objetivo:
A Pesquisa CNT de Rodovias tem como objetivo geral avaliar as características e condições das rodovias pavimentadas brasileiras que afetam, de forma direta ou indireta, o desempenho e a segurança dos usuários do sistema rodoviário nacional em relação ao pavimento, à sinalização e à geometria da via. Tem-se, como resultado da análise desses três elementos, a classificação do estado geral das rodovias pesquisadas.
– Esperamos que essa 22ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, que avaliou mais de 107 mil quilômetros em todo o Brasil, seja um instrumento de consulta para todos os caminhoneiros autônomos e demais transportadores de todo o país. Que esse trabalho da Confederação Nacional do Transporte e do SEST/SENAT possa também nortear a definição de políticas públicas para que o Brasil se torne mais competitivo, com planejamento adequado e execução de obras prioritárias – ponderou Clésio Andrade.