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Novos casos e características da Ômicron indicam que contágio nunca foi tão alto

Alta transmissão da nova variante fez o Estado atingir o maior número de infectados da pandemia

Por: Keli Letícia Biguelini Fonte: Gaúcha ZH
25/01/2022 às 14h05 Atualizada em 25/01/2022 às 14h39
Novos casos e características da Ômicron indicam que contágio nunca foi tão alto
Dados parciais de vacinação apontam que o Brasil tem 69,7% de toda a população com duas doses. /Imagem: Pixab

As estatísticas confirmam: nunca foi tão fácil pegar coronavírus como agora. A última semana registrou recordes de novos casos no Rio Grande do Sul – nesta segunda-feira (24), a média móvel foi de 15,5 mil novos casos diários, mais do que o dobro do registrado em março de 2021, quando o sistema hospitalar colapsou. 

Em dois dias de janeiro, o Rio Grande do Sul notificou mais de 20 mil casos em um único dia, de acordo com estatísticas da Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS). O Brasil, atualmente, registra uma média de quase 150 mil casos diários, também um recorde. O aumento ocorre com a escalada da variante Ômicron, já predominante no país.

Estudos mostram que a Ômicron transmite mais porque se reproduz no trato respiratório superior. Terimar Ruoso Moresco, professora de Microbiologia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), lembra que a Ômicron é passada para até 12 pessoas. É uma taxa de transmissão parecida com a do sarampo, de 15. A variante de Wuhan transmitia para duas a três pessoas e Delta, para seis. 

O crescimento vertiginoso de casos deve acabar entre o fim de janeiro e a segunda metade de fevereiro, período para o qual especialistas aguardam o pico da Ômicron no Brasil, se a curva se comportar da mesma forma como ocorreu em outros países. Ao mesmo tempo, temem que o Carnaval provoque novo repique de casos. 

 

O diretor do escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, Hans Kluge, afirmou ser "plausível" que, após a onda de coronavirus causada pela ômicron, a pandemia acabe na região. 

— Assim que a onda da Ômicron se acalmar, haverá imunidade por algumas semanas e meses, seja graças à vacina ou porque as pessoas terão sido imunizadas pela infecção, e também uma queda devido à sazonalidade — declarou.

Hipótese do fim da pandemia

A hipótese de que a Ômicron é o início do fim da pandemia está em debate na ciência.. Parcela dos cientistas afirma que a variante é a dominante em diversos países – portanto, uma vez que infecte grande parte da população, a doença perderá força. Mas outros analistas afirmam que a covid-19 costuma gerar mutações que permitem a reinfecção.

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