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Engenheiro fala em risco eminente de apagão no Brasil

Em entrevista na Rádio Província especialista recomendou economia de energia

24/09/2021 às 17h08
Por: Jonas Martins Fonte: Jornal Província
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Brasil ainda mantém as hidrelétricas como principal sistema de geração de energia (Foto: Pixabay)
Brasil ainda mantém as hidrelétricas como principal sistema de geração de energia (Foto: Pixabay)

Na manhã de hoje o programa Estação Província entrevistou o doutor em Engenharia Elétrica e professor da Univale Raimundo Celeste Ghizone Teive que conversou sobre as condições da distribuição de energia do Brasil neste momento de crise hídrica pelo qual passa o país.

O especialista disse que a gestão da energia elétrica foi mal desempenhada neste ano, uma vez que as termelétricas poderiam ser ativadas já no mês de abril e que apesar da iniciativa encarecer a conta de energia, ela também daria uma folga para as hidrelétricas que vinham operando sobrecarregadas desde o inicio do ano. Ele reconheceu que o Brasil vive no momento um risco eminente de apagão.

Sobre a eficiência do sistema elétrico brasileiro, Teive disse que é necessário investir em geração alternativa, mas reiterou que apesar de mais poluentes e mais caras, as termelétricas não podem ser dispensadas uma vez que elas não dependem do tempo para operar, ou seja, se há combustível, há energia.

Outra alternativa apontada pelo professor foi de que as usinas hidrelétricas podem passar a contar com os sistemas de energia fotovoltaica flutuante, onde as placas de captação da energia solar são instaladas nos leitos dos reservatórios e assim, durante os períodos de sol elas gerariam energia que aliviaria a pressão sobre o sistema hidrelétrico. Ele disse que a alternativa permite que se utilize o sistema já instalado nas hidrelétricas. Segundo ele duas hidrelétricas que adotaram esse sistema estão tendo resultados muito positivos.

O doutor também se disse favorável ao horário de verão e mais que isso, ele deveria ser adotado imediatamente. Segundo ele quando o horário foi adotado há mais de 30 anos, ele gerava até 4% de economia, no entanto, com o advento do ar-condicionado o horário de pico, que neste momento se mantém entre as 18 e às 21 horas, tende a mudar nos meses de janeiro e fevereiro para as 15h30min e assim a economia gerada pelo horário alternativo caiu para a casa de 1%, no entanto, em sua visão, em um momento de situação extrema, esse 1% pode fazer uma diferença muito grande no sistema.

Ele também recomendou que o usuário residencial de energia observe um uso mais racionado e eficiente da energia de sua casa, principalmente no horário de pico entre as 18 e às 21 horas. Ele inclusive recomendou que as pessoas evitem ligar chuveiro, deixar lâmpadas acessas desnecessariamente, usar máquinas de lavar, ferro de passar roupas, secadores de cabelo  e outros itens elétricos durante esse período de três horas.

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