
Nas últimas semanas, a pandemia assumiu um novo comportamento no Rio Grande do Sul: o número geral de hospitalizações em leitos clínicos ou de terapia intensiva (UTI) deixou de acompanhar o crescimento de novos casos de coronavírus verificado desde o final do mês passado.
A estabilidade nos hospitais, porém, ocorre em patamar elevado. Isso deixa a mortalidade igualmente alta e mantém o risco de sobrecarga no sistema de atendimento, principalmente diante da possibilidade de chegada de novas variantes.
O acumulado semanal de exames positivos entrou em tendência de alta em 28 de maio, quando foram registrados 197 novos diagnósticos por cem mil habitantes.
— Estamos vendo uma nova fase da pandemia no Rio Grande do Sul. A quantidade de novos casos apresenta um crescimento até preocupante, mas a ocupação de leitos não segue esse avanço — afirma a estatística especializada em epidemiologia, membro do Comitê de Dados e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Suzy Camey.
No boletim de monitoramento de ontem, terça, por exemplo, 13 das 21 regiões covid aparecem com elevação no acumulado semanal de contaminações.
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