
Foi encerrado neste sábado (15) o prazo para que os partidos políticos registrassem seus candidatos às Eleições Gerais de 2026. No Rio Grande do Sul, 28 partidos registraram 1.048 candidaturas para a disputa de 94 vagas.
Estão em disputa uma vaga para governador, uma para vice-governador, duas para o Senado Federal, além das respectivas suplências, 31 cadeiras na Câmara dos Deputados e 55 vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Entre os partidos, o Partido Liberal (PL) aparece com o maior número de candidatos registrados, totalizando 91. Na sequência estão o Republicanos, com 88, e o MDB, com 87 candidaturas.
Na outra ponta, o partido com o menor número de registros é o Rede, com quatro candidatos. O PRD e o PCO aparecem com cinco candidatos cada, enquanto o PV registrou oito.

Para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Sul, foram registradas sete candidaturas. O mesmo número de registros foi apresentado para o cargo de vice-governador.
A votação para governador e vice-governador ocorre de forma conjunta. Dessa maneira, ao escolher uma chapa para o Governo do Estado, o eleitor também estará elegendo o respectivo candidato a vice-governador.

Para as duas vagas disponíveis ao Rio Grande do Sul no Senado Federal, foram registradas 13 candidaturas.
Cada candidatura ao Senado é acompanhada de dois suplentes. Dessa forma, considerando titulares e suplentes, são 39 candidatos vinculados às chapas que disputam as seis posições correspondentes a titulares, primeiros suplentes e segundos suplentes.
Na disputa pelas 31 vagas destinadas à bancada gaúcha na Câmara dos Deputados, foram registrados 454 candidatos.
A quantidade representa uma ampla concorrência pelas cadeiras que o Estado terá no Congresso Nacional a partir da próxima legislatura.
Para as 55 vagas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, foram registradas 541 candidaturas.
O número demonstra também a elevada concorrência pela representação no Parlamento estadual.
Os dados disponibilizados pela Justiça Eleitoral permitem traçar um panorama do perfil dos candidatos registrados no Estado.
Entre os 1.048 candidatos registrados, 66% são homens e 34% são mulheres.

Em relação ao estado civil, os dados apresentam 1.043 candidatos nessa categoria. Desse total:

Na distribuição por faixa etária, o maior número de candidatos está entre 45 e 49 anos, com 192 registros. Desse total, 116 são homens e 76 são mulheres.

O ensino superior completo é o nível de escolaridade predominante entre os candidatos, com 628 registros.
Na outra extremidade da classificação aparecem aqueles que declararam apenas saber ler e escrever, representando o menor nível de escolaridade informado entre os candidatos.

Entre as ocupações declaradas pelos candidatos, empresário aparece entre as mais frequentes, com 107 registros.
Entretanto, a categoria “outros” foi escolhida por 132 candidatos, sendo a mais numerosa entre as opções apresentadas.

Quanto à cor ou raça declarada, a maioria dos candidatos se identificou como branca, com 838 registros.
Na sequência aparecem:

Na categoria de orientação sexual, 565 candidatos, equivalentes a 53,91% do total, optaram por informar o dado.
Entre aqueles que declararam a orientação sexual, 542 se identificaram como heterossexuais, oito como bissexuais, oito como gays, um como pansexual e um como lésbica.
Os pedidos de registro de candidatura são analisados pela Justiça Eleitoral. Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) processar e julgar os registros das candidaturas à Presidência e à Vice-Presidência da República.
Já os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) são responsáveis pelos registros das candidaturas aos cargos de governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Após a apresentação dos pedidos, os processos são autuados no Processo Judicial Eletrônico (PJe). Com a publicação dos editais, é aberto prazo para que pessoas legitimadas possam apresentar impugnações aos registros. Cidadãs e cidadãos também podem comunicar eventual situação de inelegibilidade à Justiça Eleitoral.
Caso sejam identificadas falhas ou ausência de documentos, a Justiça Eleitoral poderá determinar diligências para que as irregularidades sejam corrigidas.
Ao final da análise, os pedidos de registro poderão ser deferidos ou indeferidos, conforme o cumprimento dos requisitos previstos na legislação eleitoral.
Assim, embora o prazo para apresentação dos registros tenha chegado ao fim, a situação jurídica das candidaturas ainda passa pelo processo de análise da Justiça Eleitoral, que avaliará individualmente os pedidos apresentados para as Eleições Gerais de 2026.
OBSERVAÇÃO: Dados divulgados até as 17:00 do dia 16.08.26 no Divulga Cand.
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