O diesel vendido nas refinarias da Petrobras registra atualmente defasagem de 23% em relação ao preço internacional, após a escalada do conflito no Oriente Médio elevar o barril de petróleo para acima de US$ 82. No caso da gasolina, a diferença acumulada é de 17%.
Apesar da pressão externa, a estatal ainda não repassou o aumento ao consumidor e mantém os preços internos sem alteração. O último reajuste do diesel foi realizado em maio de 2025.
Especialistas apontam que o cenário amplia a pressão sobre o combustível no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, onde há maior dependência de refinarias da Petrobras. Caso a companhia decida promover ajustes, o impacto poderá atingir fretes, transporte de cargas e o preço de produtos.
Segundo fontes da empresa, a Petrobras acompanha a volatilidade do mercado e deve avaliar eventuais mudanças apenas nas próximas semanas.
