
Os produtores rurais da região estão otimistas em relação à próxima safra de soja, trazendo uma perspectiva positiva após ciclos prejudicados por condições climáticas adversas. As últimas safras foram impactadas pela La Niña, que afetou trigo e milho, e pelo El Niño, que prejudicou os ciclos anteriores da soja.
A Rede Técnica Cooperativa (RTC/CCGL) projeta que os sojicultores gaúchos possam colher mais de 23 milhões de toneladas do grão na safra 2023/2024. Essa estimativa é baseada nos resultados de 21 cooperativas, que representam mais de 50% da safra de soja no Rio Grande do Sul. A RTC/CCGL destaca que as condições favoráveis são observadas em grande parte das regiões produtoras, com uma expectativa de produtividade de 3.549 quilos por hectare, equivalente a uma média de 59,2 sacos por hectare. Variações entre 45 e 65 sacos por hectare foram observadas nas cooperativas.
As lavouras de soja na região estão apresentando um desenvolvimento positivo, com plantas bem desenvolvidas. Até o momento, não foram registrados fenômenos de acamamento, e as folhas basais permanecem intactas. O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar ressalta que, apesar da baixa umidade no solo, especialmente em áreas com pouca cobertura de palha, solos de menor profundidade e topografias onduladas, as lavouras conservam seu potencial produtivo. O aumento das temperaturas está causando maior evapotranspiração, resultando em alguns sintomas de deficiência hídrica nos períodos mais ensolarados, mas, até o momento, não comprometem a produtividade.