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Região Celeiro registra aumento nas notificações de dengue no 2º quadrimestre de 2026

Casos descartados avançaram de 108 para 119

Por: Editoria Local Fonte: Redação | Sistema Província de Comunicação
13/09/2026 às 11h56 Atualizada em 13/09/2026 às 12h00
Região Celeiro registra aumento nas notificações de dengue no 2º quadrimestre de 2026
Número acumulado de notificações passou de 124, ao término do primeiro semestre, para 137 ao final dos dois primeiros quadrimestres (Foto: Diones Roberto Becker)

A Região Celeiro encerrou o segundo quadrimestre de 2026 com 12 casos confirmados de dengue – cenário muito inferior ao enfrentado em 2024, quando 23.583 pessoas foram infectadas e 30 morreram. Apesar da expressiva redução, o aumento das notificações entre o fim de junho e agosto reforça a necessidade de manter as ações preventivas, especialmente com a proximidade dos meses mais quentes.

O número acumulado de notificações passou de 124, ao término do primeiro semestre, para 137 ao final dos dois primeiros quadrimestres. O acréscimo foi de 13 ocorrências – equivalente a 10,5%. No mesmo intervalo, as confirmações subiram de 11 para 12 – indicando que o crescimento dos registros suspeitos não resultou em elevação proporcional dos diagnósticos positivos.

O novo caso confirmado foi contabilizado em Tiradentes do Sul, que passou de três para cinco notificações e chegou ao primeiro diagnóstico positivo do ano. O Município também teve quatro ocorrências descartadas.

Crissiumal apresentou o maior aumento nas notificações, de 28 para 32, seguido por Santo Augusto, de 21 para 24. Inhacorá, que não possuía registros no primeiro semestre, passou a contabilizar duas suspeitas. Campo Novo, Coronel Bicaco e Três Passos acrescentaram uma ocorrência cada.

Os casos descartados avançaram de 108 para 119. Crissiumal registrou a maior variação, passando de 24 para 30 resultados negativos, enquanto Santo Augusto subiu de 20 para 23. A atualização também apresentou três casos em investigação – localizados em Coronel Bicaco, Crissiumal e Inhacorá.

A quantidade de casos autóctones – quando a transmissão ocorre no próprio Município – permaneceu em oito. Também não houve registro de mortes pela doença em 2026. Coronel Bicaco continuou concentrando a maior quantidade de confirmações, com cinco diagnósticos positivos, dos quais quatro autóctones. Braga, Chiapetta, Crissiumal, Redentora, Santo Augusto, Tenente Portela e Tiradentes do Sul apresentaram um infectado cada. Derrubadas, Esperança do Sul, Humaitá, São Valério do Sul e Vista Gaúcha não têm números computados no painel mantido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS).

Os dados de Bom Progresso foram revisados – com diminuição de duas para uma notificação. A alteração demonstra que os indicadores podem sofrer ajustes conforme a atualização dos sistemas e a conclusão das investigações epidemiológicas.

Queda expressiva após 2024

Os números atuais apontam um cenário de controle da dengue após os elevados índices registrados nos últimos anos. Entre 2015 e 2025, os 21 municípios da Região Celeiro somaram 25.610 confirmações e 30 mortes, conforme levantamento elaborado com base em dados da SES-RS.

O avanço da enfermidade ganhou força em 2019, com 152 diagnósticos positivos, e aumentou para 832 em 2020. Em 2021, houve queda acentuada, com 36 ocorrências. Durante esses três anos, não foram registrados óbitos relacionados à doença.

A curva voltou a crescer em 2022, quando foram confirmados 319 casos, e avançou para 481 em 2023. Diante da elevação dos indicadores, os governos municipais, estadual e federal intensificaram as ações de prevenção, conscientização e combate ao Aedes aegypti.

O maior surto da história regional ocorreu em 2024, com 23.583 infectados e 30 mortes. A epidemia colocou os serviços de saúde sob forte pressão, elevando a procura por consultas e as internações decorrentes de complicações. O enfrentamento exigiu a mobilização das equipes públicas e a participação da comunidade na eliminação dos criadouros do mosquito.

A redução para 12 casos confirmados nos dois primeiros quadrimestres de 2026 evidencia uma mudança significativa em relação ao recorde de 2024. A manutenção de diagnósticos positivos e de ocorrências em investigação, entretanto, demonstra que o vírus ainda circula e impede a interrupção dos cuidados.

Calor aumenta necessidade de prevenção

O inverno termina no dia 22 de setembro, com o início da primavera. Embora as baixas temperaturas reduzam a atividade e dificultem a proliferação do Aedes aegypti, elas não eliminam o risco. Os ovos podem permanecer viáveis por meses e voltar a se desenvolver quando encontram calor e água acumulada.

Com a chegada das temperaturas mais elevadas e dos períodos de maior ocorrência de chuvas, as condições tornam-se favoráveis à reprodução do vetor. Por isso, a orientação é reservar alguns minutos por semana para vistoriar residências, estabelecimentos, terrenos e áreas externas, principalmente após episódios de chuva.

As principais medidas incluem eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d’água e tonéis bem fechados, limpar calhas e ralos, tratar piscinas e descartar corretamente pneus, garrafas e embalagens. Também é necessário colocar areia nos pratos de vasos, recolher objetos dos pátios e manter cobertos aqueles que não puderem ser descartados.

Sinais de alerta

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, desconforto muscular e nas articulações, fadiga, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele.

Sangramentos, dor abdominal intensa e persistente, vômitos contínuos e sensação de fraqueza podem indicar agravamento do quadro e exigem atendimento médico imediato. Ao apresentar sinais da doença, a orientação é procurar uma unidade de saúde, manter boa hidratação e evitar a automedicação, sobretudo com remédios que contenham ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios.

 

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