
O CTG Tropeiros do Buricá, em parceria com a 20ª Região Tradicionalista, inicia nesta quinta-feira (13) uma importante jornada rumo a Rio Pardo, onde participará da busca pela Chama Crioula 2026 – Centelha Estadual.
A comitiva será formada por 46 pessoas, entre cavaleiras, cavaleiros e integrantes da equipe de apoio. Ao longo de aproximadamente 19 dias de estrada, o grupo percorrerá cerca de 450 quilômetros a cavalo, independentemente das condições climáticas.
A cavalgada representa um compromisso com a preservação e o fortalecimento de uma das principais tradições do Rio Grande do Sul. Entre chuva, sol, cansaço e os desafios da estrada, a união, o companheirismo e o orgulho pela cultura gaúcha serão fundamentais para a comitiva.
O retorno a Três de Maio está previsto para o dia 1º de setembro, quando o grupo deverá trazer consigo a Chama Crioula, símbolo da união e da identidade tradicionalista do povo gaúcho.
Quase um ano de preparação
A organização da cavalgada envolveu aproximadamente 12 meses de planejamento, preparação e trabalho. À frente desse processo esteve Zeca da Silva, coordenador do Departamento Campeiro do CTG Tropeiros do Buricá.
Segundo Zeca, a jornada representa um grande desafio, principalmente pela duração da viagem e pela responsabilidade de representar o CTG e a 20ª Região Tradicionalista.
“Foram praticamente 12 meses de muito trabalho e dedicação para organizar essa cavalgada. É um desafio grande, principalmente porque será uma experiência diferente para nós, com muitos dias na estrada e uma grande responsabilidade de representar o CTG e a 20ª Região Tradicionalista.”
Ele destaca que os preparativos buscaram contemplar as necessidades dos cavaleiros, das cavaleiras, dos animais e da equipe de apoio. Agora, com o início da viagem, a expectativa é de uma caminhada marcada pela união e pelo companheirismo.
União será fundamental durante a jornada
O diretor de Cavalgada do CTG Tropeiros do Buricá, José Sparrenberger, também destaca a expectativa para o início do percurso e reforça a importância da união entre os integrantes durante os 19 dias de estrada.
Segundo ele, o grupo está preparado para enfrentar diferentes situações ao longo do caminho, incluindo as condições climáticas, o desgaste físico e a saudade de casa.
A expectativa, conforme José, é superar as dificuldades por meio da amizade e do amor pela tradição, chegando a Três de Maio com a Chama Crioula e a sensação de dever cumprido na representação do CTG e da região.
Três de Maio receberá a distribuição regional
Após o retorno da comitiva, Três de Maio terá outro momento de destaque para o tradicionalismo regional. Nos dias 4 e 5 de setembro, o CTG Tropeiros do Buricá sediará a Distribuição Regional da Chama Crioula.
A centelha será destinada a representantes dos 29 municípios que integram a 20ª Região Tradicionalista.
A programação deverá reunir tradicionalistas de diferentes municípios em um momento dedicado à confraternização, à cultura e à valorização das tradições do Rio Grande do Sul. A expectativa é de que o evento reúna mais de 1.000 cavalos e cerca de 2.000 pessoas.
A jornada iniciada nesta quinta-feira, portanto, representa não apenas uma longa cavalgada, mas também a preparação para um dos momentos mais importantes do calendário tradicionalista da região.
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