
O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de greening (HLB), doença considerada a mais severa da citricultura mundial. A confirmação foi divulgada nesta segunda-feira, 8 de junho, após análises realizadas pela rede de laboratórios do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O foco foi identificado em um pomar doméstico localizado no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A propriedade possui cerca de 20 mudas de citros.
Após a confirmação, equipes do Departamento de Defesa Vegetal (DDV), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), e da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul iniciaram ações de fiscalização e monitoramento na área afetada.
Conforme os protocolos fitossanitários em vigor, as plantas contaminadas serão erradicadas e haverá controle rigoroso do psilídeo (Diaphorina citri), inseto responsável pela transmissão da bactéria causadora da doença. Também serão intensificadas as atividades de vigilância em propriedades da região, especialmente em pomares comerciais e no transporte de mudas.
A principal hipótese investigada pelos órgãos responsáveis é de que o greening tenha chegado ao Estado por meio da aquisição de mudas irregulares já contaminadas.
Segundo a Secretaria da Agricultura, o fato de o foco ter sido encontrado em uma área sem grande concentração de produção comercial de citros pode contribuir para reduzir o risco de disseminação para outras regiões produtoras.
O greening afeta todas as espécies cítricas e não possui tratamento eficaz. Entre os principais sintomas estão o amarelecimento das folhas, deformação dos frutos, alteração no sabor, redução da produtividade e, em estágios avançados, a morte das plantas, incluindo laranjeiras, limoeiros e bergamoteiras.
As autoridades reforçam a orientação para que produtores e moradores adquiram apenas mudas de origem certificada e em conformidade com as exigências do Ministério da Agricultura.
Apesar dos prejuízos que pode causar à citricultura, a doença não oferece risco à saúde humana. Seus impactos estão relacionados exclusivamente à produção agrícola e à qualidade dos frutos.
As medidas adotadas seguem o Plano de Ação previsto na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening.
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