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Adão Pretto Filho propõe veto a privatizações no fim de mandato

Proposta apresentada na Assembleia Legislativa busca vedar processos de desestatização durante o quarto ano de governo estadual.

Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província
01/06/2026 às 19h40 Atualizada em 01/06/2026 às 19h45
Adão Pretto Filho propõe veto a privatizações no fim de mandato
(Foto: Vanessa Vargas - ALRS)

O deputado estadual Adão Pretto Filho protocolou na Assembleia Legislativa um projeto de lei que proíbe o governo do Estado de realizar privatizações e processos de desestatização no último ano de mandato do chefe do Executivo estadual. A proposta estabelece restrições entre janeiro e dezembro do quarto ano de gestão, vedando a publicação de editais, a realização de leilões e a assinatura de contratos que impliquem transferência de controle de empresas públicas, estatais e sociedades de economia mista.

O texto também cria um bloqueio para autorizações legislativas concedidas anteriormente, impedindo que privatizações aprovadas em anos anteriores sejam executadas no período final do mandato, em meio ao calendário eleitoral e à transição política.

Na justificativa da matéria, Adão Pretto Filho argumenta que decisões estruturais dessa magnitude possuem impactos permanentes sobre o patrimônio público e os serviços prestados à população, podem gerar prejuízos às futuras gestões, que acabam herdando decisões muitas vezes equivocadas.

O parlamentar cita como exemplos recentes os processos de privatização da Corsan e da CEEE, realizados durante a gestão do governador Eduardo Leite, que provocaram prejuízos à população do Rio Grande do Sul. 

“Eu percorro os quatro cantos do Rio Grande todos os meses e é altíssima a quantidade de reclamações que recebo dos péssimos serviços prestados pela AEGEA e Equatorial no abastecimento de água, saneamento e energia”, argumenta. 

Além disso, Adão demonstra preocupação com a intenção do governo estadual de ampliar modelos de Parceria Público-Privada (PPP) na área da educação, incluindo escolas estaduais. Para o deputado, a possibilidade de transferir a gestão de instituições públicas à iniciativa privada também exige cautela, transparência e participação da sociedade.

“A população precisa ter tempo para debater decisões que mexem diretamente com serviços públicos essenciais. Vimos isso acontecer com a Corsan e a CEEE, e agora existe um receio legítimo sobre o avanço das PPPs nas escolas estaduais. Não é aceitável que medidas dessa dimensão sejam tomadas às pressas, no apagar das luzes de um mandato”, afirma Adão Pretto Filho.



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