Um homem de 28 anos foi preso em flagrante na terça-feira (27) por manter a companheira, de 21 anos, acorrentada à cama em Tupanciretã, município com cerca de 20 mil habitantes no noroeste do Rio Grande do Sul. A vítima foi localizada em uma residência no Assentamento Conquista da Esperança, na zona rural da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, o caso é apurado como sequestro, cárcere privado e lesão corporal no contexto de violência doméstica. A mulher foi encontrada após uma denúncia feita à Delegacia de Polícia de Tupanciretã.
No local, os policiais constataram que a vítima estava presa à cama do quarto do casal. Para libertá-la, foi necessário romper um cadeado. Conforme os agentes, a jovem apresentava diversos hematomas pelo corpo.
A vítima e o suspeito foram encaminhados à delegacia para o registro da ocorrência. O homem possui antecedentes por receptação, corrupção de menores, maus-tratos a animais, posse irregular de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Após a prisão em flagrante, ele foi levado ao Presídio Estadual de Júlio de Castilhos.
Como pedir ajuda
Brigada Militar — 190
Em situações de violência em andamento, a vítima ou qualquer pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
Quando a violência já ocorreu, a vítima deve procurar, preferencialmente, a Delegacia da Mulher, onde houver, ou qualquer Delegacia de Polícia para registrar ocorrência e solicitar medidas protetivas.
Delegacia Online
O registro também pode ser feito pela Delegacia Online, sem a necessidade de ir até uma delegacia, o que facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher — Disque 180
O serviço recebe denúncias e relatos de violência contra a mulher, orienta sobre direitos e informa locais de atendimento. As denúncias podem ser anônimas, e o serviço funciona 24 horas por dia em todo o Brasil.
Defensoria Pública — 0800-644-5556
A vítima pode buscar orientação sobre direitos e deveres junto à Defensoria Pública em sua cidade ou consultar um advogado.
Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Oferecem acolhimento, atendimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico para mulheres em situação de violência.
Ministério Público do Rio Grande do Sul
O atendimento é realizado nas Promotorias de Justiça do Interior, com contatos disponíveis no site da instituição.
