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Polícia Civil desarticula esquema de fraudes eletrônicas em banco de Palmeira das Missões

Operação Digital Fantasma investiga desvio superior a R$ 2,4 milhões e resulta em prisões preventivas.

Por: Marcelino Antunes Fonte: 14ª DPRI – Polícia Civil do Rio Grande do Sul
20/01/2026 às 09h47
Polícia Civil desarticula esquema de fraudes eletrônicas em banco de Palmeira das Missões
(Foto: 14ª DPRI / Polícia Civil do Rio Grande do Sul)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Digital Fantasma, em Palmeira das Missões, com o cumprimento de três mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma associação criminosa instalada dentro de uma agência bancária de grande porte. O grupo é investigado por fraudes eletrônicas que ultrapassam R$ 2,4 milhões.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE), vinculada ao Departamento Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), sob a coordenação do delegado João Vitor Herédia, com apoio da 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (14ª DPRI) e da Delegacia de Polícia de Palmeira das Missões. Além das prisões, foram cumpridas ordens judiciais de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e de ativos financeiros.

De acordo com a investigação, a organização criminosa era composta pelo gerente geral da agência, um operador de sistema e familiares. O esquema consistia na seleção de contas inativas de clientes idosos, com idades entre 81 e 96 anos, e até de pessoas já falecidas. Para viabilizar as fraudes, o operador utilizava a própria biometria nos sistemas bancários, registrando falsamente os clientes como analfabetos, o que permitia a validação das operações sem assinatura.

Com credenciais de alto nível, o gerente alterava os cadastros das vítimas, inserindo rendas fictícias elevadas para aumentar artificialmente o limite de crédito. A partir disso, eram contratados empréstimos de alto valor, sem garantias reais, cujos recursos eram desviados. Para dificultar o rastreamento, os valores eram sacados em espécie, somando mais de R$ 1,4 milhão, parte deles por uma familiar do gerente, que utilizava disfarces para evitar a identificação por câmeras de monitoramento.

A apuração teve início após a identificação de inconsistências em operações de crédito da agência. Por meio de análise de dados e inteligência cibernética, a Polícia Civil mapeou a atuação de cada integrante do grupo, apontando o gerente como mentor do esquema, o funcionário como executor da fraude biométrica e o núcleo familiar como responsável pela logística de saque e ocultação dos valores.

Segundo a Polícia Civil, a deflagração da operação ocorreu em regime de urgência diante do risco de destruição de provas digitais e de possível coação de testemunhas, já que o principal investigado estaria prestes a retornar às atividades na agência. A instituição destacou que a operação reforça o compromisso no combate a organizações criminosas e à repressão qualificada de crimes patrimoniais e cibernéticos.

 

 

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