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PF apreende R$ 400 mil em ação sobre desvio de verbas de enchentes no RS

Investigações envolvem ex-prefeito de Lajeado e apuram supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos de R$ 120 milhões

Por: Andre Eberhardt Fonte: Jornal Província- Com informações G1 RS
12/11/2025 às 11h03 Atualizada em 12/11/2025 às 11h11
PF apreende R$ 400 mil em ação sobre desvio de verbas de enchentes no RS
(Foto: Divulgação/ PF)

A Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 400 mil em espécie durante uma operação deflagrada na manhã de terça-feira (11) contra suspeitos de desviar recursos destinados à reconstrução de Lajeado, na Região dos Vales, após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.

Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em nove cidades gaúchas: Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. A PF também determinou o bloqueio de R$ 4,5 mil nas contas dos investigados e o sequestro de 10 veículos.

Um dos alvos é Marcelo Caumo, atual secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do estado e ex-prefeito de Lajeado (2017–2024). Ele é investigado por suposto desvio de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), além de possíveis crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

De acordo com o delegado Marconi Joaquim da Silva, responsável pela investigação, o ex-prefeito teria autorizado dispensas de licitação para contratar diretamente uma empresa que prestaria serviços a famílias atingidas pelas enchentes. Segundo a PF, há indícios de direcionamento do processo e de valores acima do preço de mercado.

Os contratos sob suspeita somam aproximadamente R$ 120 milhões. A investigação ainda está em fase administrativa, e não há, até o momento, definição de culpados.

Em nota, a Prefeitura de Lajeado afirmou colaborar integralmente com as autoridades e reforçou o compromisso com a transparência e a legalidade. O governo do Estado destacou que a apuração não tem relação com a atuação de Caumo enquanto secretário e garantiu total disposição para auxiliar nas investigações.

O ex-prefeito declarou confiar plenamente na Justiça e disse estar à disposição para prestar esclarecimentos. Ele afirmou que o dinheiro apreendido em um escritório ligado a ele “não tem relação com o objeto da investigação” e que as origens serão devidamente comprovadas.



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