
A Região Celeiro fechou os oito primeiros meses de 2025 com saldo positivo de 1.430 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Mas o avanço no mercado de trabalho não foi homogêneo: Miraguaí liderou com ampla vantagem, enquanto a maioria dos municípios teve crescimento modesto — ou nenhum.
O melhor momento foi em fevereiro, com 360 vagas abertas. A partir de março, no entanto, o ritmo desacelerou: 189 novos postos naquele mês, caindo para 103 em abril e apenas 7 em maio. Junho e julho mostraram recuperação (158 e 169 vagas, respectivamente), mas agosto voltou a cair, com saldo de 103.
Agosto: Miraguaí novamente na frente
No recorte mais recente, Miraguaí foi o destaque de agosto, criando 76 empregos formais. Tenente Portela veio em seguida, com 31, e Santo Augusto fechou o pódio, com 19. Dos 21 municípios da região, 14 encerraram o mês no azul.
Veja os principais saldos de agosto:
Miraguaí: +76
Tenente Portela: +18
Campo Novo e Santo Augusto: +13 cada
Coronel Bicaco, São Martinho e Sede Nova: +9 cada
Humaitá: +8
Bom Progresso e Redentora: +4 cada
Outros cinco municípios com saldos pequenos entre +1 e +3
Miraguaí concentra mais de 70% dos empregos formais do ano
No acumulado de janeiro a agosto, Miraguaí disparou na frente com 1.035 novas vagas formais, o que representa mais de 72% de todo o saldo positivo da Região Celeiro no período. Três Passos (150) e Tenente Portela (138) foram os únicos a alcançar a casa das centenas.
(Foto: Observador Regional)
Ranking acumulado:
Miraguaí: +1.035
Três Passos: +150
Tenente Portela: +138
Santo Augusto: +58
Humaitá: +28
Chiapetta: +23
Coronel Bicaco: +22
Barra do Guarita e Redentora: +18 cada
Outros com saldo positivo entre +1 e +3
Crescimento concentrado acende alerta
Apesar dos bons números no total, os dados mostram que o crescimento não foi equilibrado. A disparidade entre Miraguaí e os demais municípios chama atenção, especialmente considerando que apenas 13 das 21 cidades fecharam o período com saldo positivo.
O cenário revela um mercado regional dependente de poucos polos econômicos e destaca a necessidade de políticas públicas que promovam desenvolvimento mais distribuído entre os municípios da Região Celeiro.