
Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os índices de analfabetismo coletados em 2022 durante o Censo. Os números mostram que o estado evoluiu nesse quesito, com 96,9% dos gaúchos com mais de 15 anos alfabetizados. Na microrregião, no entanto, os dados mostram uma estagnação nesses índices, mantendo-os muito parecidos com os coletados em 2010, período do Censo anterior.
Levando em conta o recorte microrregional, que engloba os municípios de Tenente Portela, Vista Gaúcha, Barra do Guarita, Derrubadas, Miraguaí, Redentora e Coronel Bicaco, notamos que o índice de alfabetização fica em 93,39%. Esse valor é abaixo do nível estadual e no mesmo nível da taxa nacional, que ficou em 93%.
Em termos regionais, um recorte interessante de se analisar foi o crescimento de pessoas alfabetizadas com 15 anos ou mais entre os indígenas. Atualmente, 88,57% dos moradores da Terra Indígena do Guarita são alfabetizados. Esse recorte étnico é o que mais cresceu e atualmente supera o número de pessoas que se declararam negras, moradoras da microrregião, onde 86,98% da população é considerada alfabetizada.
Entre os municípios da microrregião, o maior percentual de pessoas alfabetizadas está em Vista Gaúcha, onde 95,96% da população é alfabetizada. Redentora tem o pior índice, com 90,72% da população. Isso significa que quase dez de cada cem redentorenses são analfabetos.
Tenente Portela apresenta índice de alfabetização de 94,24%, Derrubadas de 93,32%, Barra do Guarita de 93,83%, Coronel Bicaco de 91,47% e Miraguaí de 94,19%. Entre os grupos étnicos, a maior diferença está em Coronel Bicaco, onde 91,41% da população branca é alfabetizada contra 78,05% da população preta. Naquela cidade, entre os declarados pardos, 86,65% da população é alfabetizada. A situação de maior igualdade entre os grupos étnicos também é registrada em Vista Gaúcha, onde 95,03% da população branca é alfabetizada contra 94,44% da população preta e 93,03% da população parda.
