
Passado um ano desde que a covid-19 fez sua primeira vítima no Rio Grande do Sul, uma idosa internada em Porto Alegre, a pandemia se aproxima da marca de 20 mil óbitos entre os gaúchos em ritmo acelerado e com mudanças no perfil dos mortos.
Contabilizadas as 17.748 pessoas que perderam a vida para o coronavírus desde 24 de março, quando foi confirmado o primeiro caso fatal 78,5% eram idosos, e praticamente nove em cada 10 apresentavam comorbidades como problemas cardíacos ou diabetes. Analisadas somente as notificações emitidas em março — quando o descuido com medidas de prevenção e a disseminação de variantes do vírus colocaram a pandemia em subida exponencial de contágio —, o padrão das vítimas também revela mutações.
O percentual de mortos com menos de 60 anos, por esse recorte, avança de 21,5% para 27,8%, enquanto a fração de idosos recua de 78,5% para 72,2%. A fAitia de vítimas com algum tipo de doença associada cai de 86% para 79%, e a proporção de contaminados que contava com boa saúde até então passa de 14% para 21%.
Ou seja, a covid-19 faz cada vez menos distinção entre jovens e velhos, saudáveis e doentes, no Rio Grande do Sul. Ainda não é possível apontar com certeza as causas para esse fenômeno, que já vinha sendo observado nos registros de internação hospitalar de doentes graves. É possível que esteja ocorrendo uma combinação de fatores.
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