
A possibilidade de rompimento da Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra Gaúcha, mobiliza equipes da Defesa Civil, Corsan e Prefeitura. Cerca de 170 moradores foram retirados preventivamente de suas casas e estão hospedados com familiares ou em hotéis da região.
O alerta foi intensificado após as fortes chuvas registradas nesta semana. Em apenas 24 horas, São Marcos recebeu 174 milímetros de chuva, volume superior à média histórica de todo o mês de setembro, que é de 163 milímetros.
Durante as inspeções realizadas após o aumento do nível do reservatório, equipes técnicas identificaram fissuras com vazamentos no vertedouro e em partes do contraforte da barragem. Diante do risco, o Plano de Ação de Emergência (PAE) foi acionado e a Defesa Civil enviou um alerta por Cell Broadcast à população da região.
Uma das principais ações adotadas é a redução controlada do nível da água do reservatório. A descarga de fundo foi aberta e bombas estão sendo instaladas para acelerar a retirada da água e, consequentemente, diminuir a pressão sobre a estrutura.
O volume estimado do reservatório era de aproximadamente 138 mil metros cúbicos no início da tarde de quarta-feira. À noite, havia caído para cerca de 135 mil metros cúbicos. Com a operação das bombas, a expectativa é acelerar essa redução.
Enquanto isso, especialistas em segurança de barragens realizam uma avaliação detalhada da estrutura. O diagnóstico está previsto para ser concluído até sexta-feira (25) e deverá indicar quais medidas de manutenção e contenção serão necessárias.
A área de atenção envolve imóveis localizados abaixo da barragem e nas proximidades das margens do Rio Jaguari. O planejamento de emergência considera um raio de até 10 quilômetros a partir da estrutura.
Por segurança, uma escola localizada na área de risco teve as aulas suspensas e uma estrada foi interditada. A orientação é que os moradores retirados não retornem às suas casas até que as autoridades e os especialistas indiquem que há condições seguras.
A barragem também é responsável pelo abastecimento de água de São Marcos, o que aumenta a importância do monitoramento da estrutura. Neste momento, as equipes concentram os esforços em três frentes: proteger a população, reduzir o nível da água e avaliar tecnicamente as condições da barragem.
Ainda não há previsão para o retorno dos moradores às residências. A liberação da área dependerá do resultado das avaliações técnicas e da evolução das condições de segurança da estrutura.
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