
O prefeito de Barra do Guarita, Rodrigo Locatelli Tissot, anunciou medidas restritivas para eventos públicos de grande aglomeração em meio aos casos de dengue e covid-19. Em entrevista ao programa “Estação Província” nesta quinta-feira, 21, o prefeito explicou que a decisão foi tomada em função da situação de emergência em saúde pública e após avaliação contínua de um comitê formado no município.
Devido a essa medida, as comemorações dos 32 anos de emancipação do município serão adaptadas, priorizando a segurança da população. Tissot ressaltou que a saúde e o bem-estar dos cidadãos estão em primeiro lugar.
Além das questões relacionadas à saúde, o prefeito destacou os avanços alcançados na área de infraestrutura durante o último ciclo. Foram realizados trabalhos de recuperação da iluminação pública municipal, incluindo a troca de lâmpadas convencionais por lâmpadas de LED e a instalação de novos pontos de luz.
Outra conquista mencionada foi o asfaltamento e calçamento de grande parte das ruas, com destaque para o trabalho na rua do Remanso, importante via de ligação entre diversas comunidades do município. O prefeito ressaltou a relevância dessa ligação, especialmente em vista da futura construção da ponte entre Barra do Guarita e Itapiranga.
Tissot também mencionou a transformação da estátua de Nossa Senhora dos Navegantes em um ponto turístico, atraindo um número crescente de visitantes para a região. Ele reconheceu a necessidade de novos investimentos nesse espaço e assegurou que está empenhado em buscar recursos para melhorar a estrutura local.
SOBRE BARRA DO GUARITA
Localizada no extremo noroeste do Estado do RS, nas confluências dos rios Guarita e Uruguai, Barra do Guarita, próximo à divisa com Santa Catarina e a província de Missiones, Argentina, possui uma história rica e complexa, que remonta ao século passado.
A região era originalmente habitada por índios Caingangues e Guaranis, ainda presentes nos dias de hoje, reunidos no Toldo do Guarita, no município vizinho de Tenente Portela. Os primeiros habitantes brancos chegaram durante a Revolução Federalista de 1893, refugiando-se na densa mata e aproveitando o isolamento proporcionado pelas barreiras naturais.
A exploração econômica da região teve início por volta de 1911, quando a área de Tenente Portela, então chamada de “Pari”, começou a ser explorada racionalmente. Em 1940, “Pari” passou a ser denominada “Miraguay”, em homenagem a um chefe indígena homônimo, e, em 1942, recebeu o nome de Tenente Portela, em memória ao Tenente Mário Portela Fagundes, membro da Coluna Prestes, que faleceu na Barra do Rio Pardo em 1925.
O Tenente Portela foi filho de José Fagundes e Gabriela Portela Fagundes, nascido em Pelotas. Ele estudou no Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre e na Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro. Em 1924, engajou-se na Coluna Prestes e, em 1925, tombou em combate próximo ao Rio Pardo.
Em 1955, Tenente Portela se emancipou de Três Passos, e em 1963, o Distrito de Barra do Guarita foi criado. Muitas famílias migraram para a região, provenientes de diversas localidades, como Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Palmeira das Missões, Iraí e Carazinho.
Barra do Guarita se desenvolveu rapidamente entre as décadas de 1970 e 1980, devido à abundante mão-de-obra oferecida pela cidade vizinha de Itapiranga, em Santa Catarina. Esse desenvolvimento justificou sua emancipação político-administrativa, ocorrida em 20 de março de 1992.
A história de Barra do Guarita é marcada por desafios e conquistas, refletindo a força e a determinação de seu povo em construir um futuro próspero e promissor.