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Mãe de Rafael Winques será julgada em Tribunal do Júri

Sentença de pronúncia foi proferida na sexta-feira (05/03)

05/03/2021 18h37 Atualizada há 1 mês
Por: Diones Roberto Becker Fonte: Gaúcha ZH
Alexandra Dougokenski está presa desde maio do ano passado na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Alexandra Dougokenski está presa desde maio do ano passado na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

A Comarca de Planalto determinou que Alexandra Dougokenski, ré pela morte do filho Rafael Winques, de 11 anos, será levada ao Tribunal do Júri. A sentença de pronúncia foi proferida na sexta-feira (05/03), pela juíza Marilene Campagna Parizotto. Ainda não há data marcada para o julgamento.

— Em razão da tese acusatória encontrar sustentação nas provas produzidas, caberá ao Conselho de Sentença a decisão acerca do mérito dos fatos descritos na denúncia — disse a magistrada no despacho, que possui mais de 80 páginas. A peça de acusação é do Ministério Público.

O menino foi morto em maio de 2020, quando Alexandra foi presa e encaminhada para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, onde segue presa. No processo criminal que investiga a morte do garoto, ela responde por homicídio qualificado (motivo torpe, motivo fútil, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa) e outros três crimes conexos (ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual). São agravantes ainda, os fatos de o crime ter sido cometido contra menor de 14 anos (já que Rafael tinha 11 anos) e contra descendente.

Na decisão, a juíza também negou o pedido de soltura formulado pela defesa de Alexandra Dougokenski.

O advogado Jean Severo, que representa a ré, afirmou que não irá recorrer da decisão pelo júri, por ter ‘convicção de que ela não foi a autora do homicídio’ e que será absolvida.

Na fase do inquérito policial que apurou as circunstâncias do assassinato de Rafael Winques, a mulher participou, em junho de 2020, da reconstituição da morte do filho em Planalto. Na noite da reprodução, Alexandra afirmou que o filho teria desmaiado após ingerir dois comprimidos de Diazepam e que ela teria usado uma corda para fazer o transporte do corpo do garoto entre a sua casa e a do vizinho. Dias depois, em depoimento no Palácio da Polícia, a ré mudou a versão e confessou que asfixiou o filho com uma corda por desobediência. Em uma audiência do processo criminal em dezembro, no entanto, Alexandra deu uma terceira explicação. Negou que matou o filho e disse que o crime foi cometido pelo pai do menino, Rodrigo Winques, que mora em Bento Gonçalves.

Alexandra também é investigada pela morte do primeiro marido, José Dougokenski. Em janeiro, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) acolheu um pedido do Ministério Público, que solicitou que a investigação sobre a morte fosse desarquivada pela Polícia Civil. Na época da morte de José Dougokenski, que aconteceu em fevereiro de 2007, em Farroupilha, o caso foi tratado como suicídio. No entanto, o promotor Ronaldo Lara Resende mencionou, no pedido, semelhanças na forma como ele e Rafael morreram, a capacidade da mulher de ‘cometer crimes cruéis’, além de citar uma testemunha a quem Alexandra teria contado que matou o então companheiro.

Na época desta decisão, a defesa de Alexandra afirmou que a perícia realizada pela Instituto Geral de Perícias (IGP) na época da morte foi ‘precisa’ e que tem convicção de que o caso se trata de um suicídio.

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