
Até a próxima terça-feira (25) acontece a Semana Nacional do Trânsito. Prevista no Código Brasileiro de Trânsito (CBT), a ação visa conscientizar os condutores de veículos e motocicletas a respeitarem a legislação e contribuir para um ambiente viário mais seguro.
Dentro da Semana Nacional do Trânsito, o Grupo Rodoviário de Santo Augusto realizará uma fiscalização na segunda-feira (24). Pela manhã, o efetivo, juntamente com equipes do ICMS e Inspetoria Veterinária, irão promover abordagens na RS 317 em Coronel Bicaco. À tarde, o mesmo trabalho acontecerá na RS 330, em Miraguaí.
Conforme o sargento Geroni Machado, comandante substituto do Grupo Rodoviário de Santo Augusto, nas duas oportunidades ocorrerá à verificação da situação documental dos veículos. – Já os fiscais do ICMS e da Inspetoria Veterinária vão conferir as notas e condições de transporte de alimentos e animais – acrescentou o sargento.
Levantamento divulgado pelo governo federal nesta terça-feira (18), englobando todas as cidades brasileiras, aponta que foram registradas 37.345 mortes em virtude de acidentes de trânsito em 2016, que é o último ano com dados disponíveis no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do ministério da Saúde. A meta do Brasil até 2020 é não ultrapassar a quantidade de 19 mil vítimas fatais por ano no trânsito.
Na área de atuação do Grupo Rodoviário de Santo Augusto, que compreende 26 municípios das regiões Celeiro e da Zona de Produção, já foram atendidas 50 ocorrências de acidentes de trânsito neste ano, sendo que em seis houve vitimas fatais. O total de mortes chega a nove.
Nesta quarta-feira (19) iniciou mais uma edição da Operação Viagem Segura da Semana Farroupilha. Brigada Militar, Polícia Rodoviária Federal e Comando Rodoviário da Brigada Militar intensificarão a fiscalização nas rodovias do Rio Grande do Sul até a meia noite do próximo domingo.
De acordo com o sargento Geroni Machado, o efetivo do Grupo Rodoviário de Santo Augusto já está atuando no âmbito da Operação Viagem Segura, realizando abordagens de veículos nas estradas estaduais que cruzam pelas regiões Celeiro e da Zona de Produção. No trabalho também é empregado o radar móvel e o etilômetro.
O sargento reiterou que os proprietários devem estar atentos aos cuidados básicos com veículo antes de iniciar uma viagem e que a utilização do cinto de segurança é indispensável. – Temos visto que muitas pessoas viajam com objetos soltos na parte interna dos veículos. Estamos orientando para que isso seja evitado, pois em caso de frenagem brusca ou acidente, esses materiais podem ser arremessados contra o motorista e fazê-lo desviar a atenção do trânsito – ponderou o sargento.
RESUMO DOS ACIDENTES COM VÍTIMAS FATAIS NA REGIÃO
- Janeiro:
ERS 330: Indígena morre atropelado em Miraguaí;
RST 472: Colisão entre veículos no interior de Palmitinho deixa duas vítimas fatais;
- Abril:
ERS 155: Caminhonete atinge parada de ônibus no interior de Santo Augusto. Com o impacto, a construção desabou e matou mulher que aguardava o ônibus;
- Julho:
RST 472: Motociclista que ingressava na rodovia acabou atingindo a lateral de um ônibus. Fato foi registrado nas imediações do cemitério municipal de Tenente Portela;
- Agosto:
RST 472: Colisão envolvendo três veículos no trecho entre Tenente Portela e Três Passos ocasionou a morte de dois motoristas;
ERS 210: Condutor entrou em óbito após perder o controle da direção e veículo sair da pista. Acidente ocorreu em São Martinho.
Brasil:
Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, atrás da Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Esses cinco países, juntamente com Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito, são responsáveis por 62% das 1,2 milhão de mortes provocadas por acidentes de trânsito que acontecem no mundo todos os anos. Além dos óbitos, são contabilizados mais de 50 milhões de feridos a cada ano.
Segundo o Registro Nacional de Infrações de Trânsito, do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), entre as cinco principais infrações cometidas por motoristas e motociclistas está o excesso de velocidade, falta de cinto de segurança e avanço de sinal vermelho nos semáforos.
– Cerca de 95% dos acidentes são causados por falha humana ou falha mecânica por falta de manutenção, o que também não deixa de ser uma falha humana do condutor. É preciso mudar, de fato, a cultura no trânsito – frisou Renato Campestrini, do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).
No país, mais de 60% dos leitos hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito. Nos centros cirúrgicos, 50% da ocupação também são por vítimas de acidentes rodoviários. Segundo o ONSV, os acidentes no trânsito resultam em custos anuais de R$ 52 bilhões.
Lei Seca:
A redução dos óbitos pode estar relacionada às ações de fiscalização após a Lei Seca, que em 2018 completou dez anos de vigência. Além de mudar os hábitos dos brasileiros, a legislação trouxe um maior rigor na punição e no bolso de quem a desobedece, com regras mais severas para quem misturar bebida com direção.
A diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde do ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho, avalia que a diminuição das mortes no trânsito mostra que o brasileiro tem mudado, aos poucos, as atitudes, prezando cada vez mais pela segurança.
– Houve um aprimoramento da legislação, aumento na fiscalização e alguns programas estratégicos, como o ‘Vida no Trânsito’. No entanto, o número de óbitos e internações ainda preocupa, especialmente os de motociclistas. Precisamos avançar na mobilidade segura para reduzir esses números – enfatizou Maria de Fátima Marinho.