Segunda, 28 de Setembro de 2026
18°C 35°C
Tenente Portela, RS
Publicidade

Setor de serviços defende volta de contribuição sobre movimentações financeiras

O presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, defendeu a volta de um tributo sobre movimentações financeiras, como a CPMF, p...

Por: Radar Nacional Fonte: Agência Câmara de Notícias
11/04/2023 às 19h25

O presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, defendeu a volta de um tributo sobre movimentações financeiras, como a CPMF, para viabilizar a aprovação da reforma tributária. Ele disse aos deputados do Grupo de Trabalho da Reforma Tributária que uma alíquota de 0,74% seria suficiente para desonerar a folha de salários das empresas.

A desoneração da folha, segundo Nese, reduziria os impactos do novo Imposto sobre Bens e Serviços no setor. Isso porque a reforma propõe unificar cinco tributos sobre consumo (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) em uma alíquota única não cumulativa, que o governo tem dito que poderia ser de 25%.

A empresa receberia créditos dos tributos que atingirem os produtos que compra. Desta forma, o imposto seria todo pago apenas pelo consumidor, no final da cadeia produtiva. Como o setor de serviços tem menos créditos a receber, pois compra mais mão-de-obra que mercadorias, ele pagaria mais que a indústria, por exemplo.

Segundo Luigi Nese, a volta de uma contribuição sobre movimentações financeiras, que acabou em 2007, permitiria inclusive uma queda da contribuição previdenciária paga pelos trabalhadores.

“Se não fizermos a desoneração da folha de pagamentos e não mudarmos essa base tributária da folha, nós não vamos para adiante com a reforma tributária. Vai ser muito difícil”, disse.

Fernando de Freitas, assessor econômico da CNS, afirmou que a alíquota de 25% aumentaria a carga tributária em 2,7 pontos percentuais. Segundo ele, a alíquota que mantém a arrecadação anual de quase R$ 1 trilhão dos cinco tributos é de 16,5%. Freitas disse ainda que a alíquota de 25% causaria no comércio um impacto de 13,1% sobre os preços.

“Eu tenho uma dúvida de que o preço do carro vai cair e eu acho que a indústria, principalmente os setores mais oligopolizados não vão devolver esse dinheiro para o consumidor”, considerou.

Transportes
Com a mesma preocupação da CNS, a consultora tributária da Confederação Nacional do Transporte Alessandra Brandão defendeu alíquotas diferenciadas do novo IBS para evitar impactos fortes sobre alguns setores. Ela disse que isso é praticado na Europa, onde o setor de transportes tem alíquota zero ou no máximo 5% para o serviço de passageiros.

O diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Marcos Bicalho, lembrou que muitas cidades brasileiras subsidiam o transporte público e terão um custo maior com o IBS. Segundo ele, o subsídio médio hoje é de 28% da tarifa.

Mas o diretor do Centro de Cidadania Fiscal e ex-ministro da Previdência Social Nelson Machado disse que uma alíquota de 25% pode ser alta, mas que, devido à falta de transparência do sistema, talvez o consumidor já pague esse valor sem saber . E deu um exemplo da complexidade do sistema atual com suas muitas diferenciações.

“Quando eu prestei concurso para auditor fiscal em São Paulo, o regulamento de ICMS era bem pequeno. Eram 30 a 40 páginas. Hoje, nem com o Google você consegue achar o que precisa nos regulamentos”.

O relator da reforma tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fez questão de esclarecer que não falou em alíquota de 25%, mas disse que alguns setores não conhecem todos os créditos tributários que poderão ter com o novo sistema.

“De fato, acho que a gente tem que se aprofundar para ver os resíduos tributários que existem hoje e que muitas vezes não são calculados porque são de difícil cálculo. Muita coisa que você não recupera porque não tem nem o hábito de olhar para o que poderia ter num crédito amplo”, ressaltou.

Setor aéreo
O setor aéreo também apresentou impactos negativos de uma alíquota única de 25% do novo IBS. Segundo Letícia Pimentel, da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, a carga tributária anual de cada empresa subiria cerca de R$ 3 bilhões. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), coordenador do grupo, voltou a dizer que a ideia é ter alguma diferenciação de alíquotas, mas defendeu no máximo três.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Tenente Portela, RS
21°
Tempo nublado
Mín. 18° Máx. 35°
21° Sensação
1.64 km/h Vento
89% Umidade
100% (1.75mm) Chance chuva
06h17 Nascer do sol
18h33 Pôr do sol
Terça
28° 18°
Quarta
19° 16°
Quinta
20° 13°
Sexta
22° 10°
Sábado
26° 11°
Economia
Dólar
R$ 5,19 +0,10%
Euro
R$ 5,91 +0,13%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 456,817,15 -0,78%
Ibovespa
183,476,86 pts -0.27%
Enquete
...
...
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias