
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) apresentou mais um balanço da situação vacinal entre as pessoas que vieram a óbito pelo novo coronavírus. Os dados divulgados na sexta-feira (2/12) ressaltam novamente que quanto mais avançado o esquema de doses do indivíduo, menor o risco de morte por causa da Covid-19, chegando a diminuir em até 16 vezes as chances de óbito, dependendo da idade.
Entre os idosos, população considerada mais vulnerável pelo fato de terem uma imunidade mais limitada, a taxa de mortalidade é até oito vezes menor para quem já fez a segunda dose de reforço, em comparação com a pessoa que não está com o esquema primário completo.
A análise também demonstra o aumento da proteção na comparação com as pessoas com apenas o primeiro reforço ou com esquema primário completo (duas doses ou dose única). Nesta faixa da população acima dos 60 anos, quem tem o segundo reforço tem quase duas vezes menos risco de óbito em comparação ao indivíduo com somente um reforço e quatro vezes menos em relação a quem tem apenas o esquema primário.
A faixa etária dos idosos é hoje a com maior proporção entre os óbitos de Covid-19 no Rio Grande do Sul, representando cerca de 90% das ocorrências no último mês. Porém, o mesmo impacto pode ser observado nas demais idades. Entre os 40 e 59 anos, o segundo reforço chega a diminuir o risco de morte pelo novo coronavírus em 16 vezes. Enquanto a pessoa com segunda dose nesta idade tem uma taxa de mortalidade de 2,79 por 100 mil pessoas por ano, o índice é de 44,9 para quem não tem o esquema primário completo. Ter o segundo reforço também reduz em mais da metade o risco de morte nessa população em comparação com a pessoa com o primeiro reforço.
A diretora do CEVS, Tani Ranieri, ressalta que a análise ratifica aquilo que já havia sido percebido em outras oportunidades após o início da vacinação. — Quanto mais completo é o esquema vacinal do indivíduo, maior chance ele tem de não evoluir para hospitalização ou óbito — disse Tani Ranieri. — O segundo reforço, que na nossa última análise ainda não estava disponível, trouxe uma redução significativa nas taxas de mortalidade, de quase duas vezes menos risco de óbito entre os idosos e menos 50% entre as pessoas de 40 a 59 anos — destacou a diretora do CEVS.
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