
Vivemos tempos obscuros e perigosos no Brasil. Em qualquer democracia do mundo, a liberdade de expressão é o alicerce da sociedade. Para controlar qualquer sociedade o primeiro passo será sempre silenciar as vozes que discordam do sistema.
A imprensa personifica a liberdade de expressão. É na mídia regular que encontramos a persona profissional da liberdade de expressão, logo a atuação da imprensa precisa ser sagrada e intocável, no entanto, ela precisa cumprir preceitos que a distinguem da opinião da massa comum.
O jornalismo tem que ser livre para se opor, denunciar e até criticar, mesmo quando o cidadão comum não concorda, no entanto, o jornalismo não é livre para definir o que é ou não notícia. A notícia tem um preceito simples: tudo aquilo que é de interesse da sociedade é notícia e o jornalista tem a obrigação moral de noticiar.
Nos últimos dias pipocam nas redes sociais as notícias de mobilizações e de protestos que estão ocorrendo em todo o Brasil. Há um número grande de manifestantes que estão acampados desde o inicio desse mês em frente a quartéis, protestando. Independente de concordar ou não com as pautas que estão sendo levantadas pelos manifestantes, o jornalismo profissional tem a obrigação de dar publicidade para esses acontecimentos.
Quando o jornalismo passa a ignorar, um movimento popular com tantas participações, simplesmente porque os agentes desse jornalismo não concordam com o movimento, eles prestam um grande desserviço para a sociedade e principalmente para o próprio jornalismo, pois sem a credibilidade e sem o profissionalismo, não existe jornalismo e sem jornalismo não existe liberdade de expressão.
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