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Exposição no Congresso revisita a história da construção da cidadania no Brasil

Como parte das comemorações do Bicentenário da Independência, será lançada na próxima quinta-feira (8) a exposição 200 Anos de Cidadania: O Povo e ...

Por: Radar Nacional Fonte: Agência Senado
01/09/2022 às 13h25
Exposição no Congresso revisita a história da construção da cidadania no Brasil
A exposição será aberta ao público na próxima quinta-feira, no Salão Negro do Congresso - Comunicação Interna/Senado Federal

Como parte das comemorações do Bicentenário da Independência, será lançada na próxima quinta-feira (8) a exposição 200 Anos de Cidadania: O Povo e o Parlamento. Organizada em conjunto pelo Museu do Senado e o Centro Cultural da Câmara dos Deputados, a mostra busca um caminho próprio para repensar a independência brasileira.

A exposição revisita a Independência para mostrar a evolução dos direitos civis, políticos, sociais, étnico-raciais e coletivos, até as conquistas legislativas mais recentes de pessoas com deficiência (PcDs), crianças e jovens, idosos e integrantes da comunidade LGBTQIA+. Réplicas da Carta de 1824 e das outras seis Constituições brasileiras, nossas leis maiores em cada período, estarão expostas para manuseio pelos visitantes.

Será possível ver também cédulas e moedas históricas cedidas pelo Museu de Valores do Banco Central, uma vez que o dinheiro foi um elemento importante na construção social, diz o curador da exposição, Sylvio Costa.

— O dinheiro sempre foi uma questão relevante do ponto de vista da afirmação da cidadania no nosso país. Por muito tempo, só podia votar e se candidatar quem comprovasse uma certa renda, ou seja, quem tinha mais renda e posses — afirma.

Outro recurso disponível no evento são vídeos de entrevistas a historiadores e lideranças de diferentes segmentos da sociedade. Suas falas deixam perguntas não apenas sobre o passado, mas a respeito do presente e do futuro do Brasil independente. A curadoria procurou ressaltar, porém, que esse é um caminho em aberto.

Fontes históricas

Costa tomou o ano de 1822 como ponto de partida para examinar a história da conquista de direitos no país.

— A independência do Brasil não foi declarada solitariamente por um príncipe jovem, corajoso e ousado que rompeu todas as amarras de Portugal. Além de desmistificar o grito do Ipiranga, queríamos mostrar como a sociedade se organizou e se mobilizou em torno da conquista de direitos e como o Congresso reagiu a isso ao longo desse tempo — explica.

Costa diz que foi um desafio fazer a curadoria. O tema já despertava seu interesse, mas foi preciso fazer um mergulho nas fontes históricas para se inteirar das minúcias e examinar as possíveis abordagens.

— O grande desafio foi traduzir em imagens e textos sintéticos um processo social extremamente complexo, com avanços e retrocessos no percurso. Vimos como a conquista de direitos pode ser lenta e passar por caminhos tortuosos. O Brasil, por exemplo, foi o último país da América Latina a acabar com a escravidão.

O trabalho contou com a parceria do historiador da Câmara Renato Gilioli. As emissoras de TV e as bibliotecas de ambas as Casas também participaram ativamente da produção de material. 

A etapa de pesquisa teve ainda apoio de instituições externas: Arquivo Nacional, Arquivo Público do Distrito Federal, Biblioteca Nacional, Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, Museu do Estado de Pernambuco, Museu Histórico do Exército, Museu Histórico Nacional, Museu Imperial e Museu de Valores do Banco Central.

Serviço

A inauguração será em 8 de setembro, logo após a sessão solene para comemorar o Bicentenário da Independência no Brasil. Estará aberta para visitação do dia 10 a 1º de dezembro, no Salão Negro do Congresso Nacional, das 9 às 12h e das 13 às 18h nos dias de semana e das 9 às 17h nos fins de semana.

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