
A questão da privatização da Corsan teve uma reviravolta na manhã de hoje, 13. O Governo do Estado acatou uma decisão do Tribunal de Contas do Estado que determinou a interrupção do processo de privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
Na decisão do TCE da semana passada, é determinado que o governo e a direção da Corsan “se abstenham de dar prosseguimento ao processo (…) sem a promoção de fundamentadas correções na modelagem econômico financeira adotada para a desestatização da Entidade” e que “justifiquem a incorporação das referidas correções ao preço mínimo admitido da transação, com posterior comprovação nestes autos”.
Com base nisso, a Corsan pedirá o cancelamento do pedido de registro de oferta pública junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e não dará prosseguimento ao pedido de listagem na B3 (Bolsa de Valores).
Ao mesmo tempo, contudo, o governo estadual reafirmou a convicção da necessidade de privatização da Companhia, pois considera que precisará dispor de recursos vultosos para investimentos a fim de cumprir as metas fixadas no Novo Marco Legal do Saneamento, como a universalização da coleta e tratamento de esgoto e o abastecimento de água tratada e por isso vai mudar a modalidade de privatização e ao invés da venda de ações em mercado aberto, como ocorreria, fará uma alienação da integralidade das ações da Companhia ainda em 2022.
A Corsan foi criada em 1965, sendo oficialmente instalada em 1966. Com 5.681 empregados, a companhia atende 307 dos 497 municípios do estado.
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