
O Governo do Estado assinou, na quinta-feira (26/03), a habilitação de 95 leitos de cuidados prolongados em cinco hospitais nos municípios de Marcelino Ramos, Palmitinho, Alecrim, Ajuricaba e São João do Polêsine. Os leitos irão reforçar a assistência hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul e integram o esforço estadual no combate ao novo coronavírus.
Com os novos leitos de cuidado prolongado, reduz-se a ocupação de leitos de urgência e de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), deixando-os disponíveis para pacientes com Covid-19 que evoluam com maior gravidade. A assinatura do contrato com as instituições foi realizada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre.
Os leitos de cuidados prolongados abrangem pacientes com gravidade intermediária entre a assistência de quadros agudos e aqueles que podem ser tratados na Atenção Primária (postos de saúde ou Estratégia de Saúde da Família). O objetivo do atendimento prolongado é a recuperação e a reabilitação das pessoas com perdas transitórias ou permanentes de autonomia e que não necessitem de cuidados hospitalares em estágio agudo.
A habilitação dessas unidades também ajuda a diminuir as internações recorrentes do agravamento do quadro clínico de usuários em regime de atenção domiciliar e a aumentar a rotatividade de leitos de retaguarda clínica.
Por cada leito, o Ministério da Saúde repassará R$ 6 mil por mês aos hospitais, que já estavam habilitados pelo Governo Federal e, agora, estão habilitados também pelo Governo do Estado.
Veja quais hospitais prestarão esse serviço, quantos leitos terão e o valor anual que será repassado para custear a estrutura:
- Associação Hospitalar Marcelinense (Marcelino Ramos): 20 leitos - R$ 1,4 milhão/ano;
- Hospital Santa Terezinha (Palmitinho): 15 leitos - R$ 1 milhão/ano;
- Sociedade Hospitalar de Caridade de Alecrim (Alecrim): 20 leitos - R$ 1,7 milhão/ano;
- Associação Hospitalar Beneficente Ajuricaba (Ajuricaba): 25 leitos - R$ 1,4 milhão/ano;
- Hospital de Caridade São Roque (São João do Polêsine): 15 leitos - R$ 1 milhão/ano;